VILA VERDE

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Dor, lágrimas e mágoa no último adeus a casal de Vilarinho

Realizaram-se esta quinta-feira os funerais de João Lopes, o “taxista do Pico”, e da esposa, Isabel Martins, que foram sepultados nas respetivas terras de origem, Pico de Regalados e Vilarinho, ambas no concelho de Vila Verde.

Da parte de manhã, teve lugar, em Pico de Regalados, funeral de João Lopes, de 62 anos, que na última sexta-feira baleou a esposa e em seguida pôs termo à própria vida. Como o jornal “O Vilaverdense” pôde constatar no local, o momento ficou marcado, sobretudo, pelo silêncio.

“Não há palavras para descrever isto”, desabafava um dos populares que participaram nas cerimónias fúnebres.

Durante a missa de corpo presente, o pároco de Pico de Regalados, padre Fernando Senra, após ter identificado a Igreja como “a casa da Misericórdia e não a casa do tribunal do Senhor”, deixou no ar a pergunta: “Quem somos nós para julgar?”

“Uma questão bem colocada”, dizia-nos, no final da cerimónia, um habitante, referindo-se, naturalmente, aos comentários tecidos por muitas pessoas acerca da forma como tudo aconteceu.

À tarde, em Vilarinho, foi a enterrar Isabel Martins Lopes. Um funeral marcado pela dor e por lágrimas em que participaram centenas de pessoas. O pároco de Vilarinho, padre Miguel Tulumba, referiu-se a este caso como “um momento muito forte”, mas, segundo o sacerdote, “a fé deve-nos salvar”.

As colegas de trabalho de Isabel, que era funcionária da Makro, em Braga, trouxeram com elas uma mensagem de homenagem que foi lida ao terminar a eucaristia. “Sorridente”, “amiga” e “sempre pronta para ajudar” foram algumas das palavras proferidas.

c/ Emílio Costa (CO-1179)

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