Veio de Vila Praia de Âncora até Moure, Vila Verde, e trouxe com ele, para além do seu acordeão e da sua concertina, as suas músicas bem conhecidas do povo, quase todas elas com letra de duplo sentido.
Ontem à noite, o largo junto à capela de São Bento e Santo André estava cheio, pois foram muitos os que ali se deslocaram para ver/ouvir o cantor carregado de popularidade.
Quim Barreiros corre-lhe nas veias, desde criança, a alma da música minhota, entoando nos palcos, entre outros, Viras, Malhões, Chulas e Canas-verdes, juntando-lhe alguma “pimenta” à sua maneira, tronando-o um artista inconfundível.
“As minhas músicas são caracterizadas pela alma minhota, malandrice e aquilo que nós herdamos”, recordou o músico em declarações ao jornal “O Vilaverdense”.
Deixando uma palavra para os Vilaverdense, Quim Barreiros começou por referir os emigrantes deste concelho “a quem deixo um um abraço, abraço esse também para toda a rapaziada de Vila Verde, a começar pelo meu amigo Chico Malheiro, desejando-lhe, agora que se aposentou, uma reforma dourada”.
Com 78 anos e uma carreira brilhante, Quim Barreiros continua, como ainda ontem foi possível observar, a arrastar atrás dele muita juventude, a qual se diverte com as suas músicas de estilo brejeiro.
Por Emílio Costa (CO 1179)





















































