O Estádio da Luz vai passar a ter 80 mil lugares, anunciou, esta tarde, o presidente do Benfica, Rui Costa. O projeto Benfica District comporta um investimento total estimado em 220 milhões de euros, com receitas anuais de 37 milhões.
Perante alguns convidados – entre eles o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, a ministra Margarida Balseiro Lopes, titular da pasta da Cultura, Juventude e Desporto, e muitos antigos jogadores das águias e elementos dos órgãos sociais – Rui Costa revelou que o projeto prevê que a capacidade do estádio da Luz «aumente para 80 mil lugares».
«Este projeto não terá impacto na nossa capacidade de investir no futebol e nas modalidades. Está a beira de se tornar realidade, mas apelo à participação de todos os benfiquistas», afirmou Rui Costa, salientando que o plano entrará em discussão pública e será depois apresentado aos associados em assembleia geral, para que se possam pronunciar.
Segundo o líder das águias, o Benfica District deverá estar concluído antes do Europeu Feminino de 2029 e do Mundial 2030, de que Portugal e o Benfica (Luz) serão anfitriões.
Rui Costa salientou que o clube mantém, em paralelo, o desejo de criar a Cidade Benfica, que corporiza o sonho de juntar num espaço o futebol de formação e as modalidades, com a criação de campos e de pavilhões. Não adiantou, no entanto, onde poderá ser erguida.
O PROJECTO
De acordo com o clube encarnado, toda a fachada do estádio será coberta, nomeadamente com leds, tornando o exterior «tão bonito e extraordinário como o seu interior».
É também um projeto que integra um pavilhão multiusos, com capacidade para 10.000 pessoas, dois pavilhões desportivos cobertos de última geração, com capacidade para 2.500 e 1.500 lugares, adaptáveis para futsal, basquetebol, voleibol, andebol, hóquei patins, entre outras modalidades e uma nova piscina comunitária.
Mas vai mais longe, terá um campo de futebol ao ar livre no terraço, uma pista de corrida e lazer, um novo teatro que poderá acolher outros eventos, com capacidade para 500 pessoas e instalações comerciais, hoteleiras e residenciais, «que são garante importante para a viabilização e sustentabilidade desta iniciativa».
O custo será suportado integralmente pelo Benfica, que prevê, de acordo com o ‘project finance’, que tudo esteja pago num prazo de 15 anos.



