Um homem de Vila Verde, que se encontrava foragido à justiça desde dezembro de 2020, foi detido pela GNR, no Alentejo, para cumprir uma pena de prisão efetiva de oito anos e meio por ter abusado sexualmente da própria filha. O suspeito, de 51 anos, usava documentos falsos.
De acordo com a GNR; foram realizadas “diligências policiais que culminaram na localização e detenção do indivíduo”, que no decurso da ação “tentou identificar-se como sendo outra pessoa”.
Os militares da GNR de Vila Viçosa aprenderam “vários documentos de identificação falsos, o que configura igualmente a prática dos crimes de falsificação e contrafação de documento”.
Relativamente a estes crimes, os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Évora. Quanto ao cumprimento da pena de prisão efetiva, o indivíduo foi encaminhado para o estabelecimento prisional de Évora, tendo os factos sido remetidos ao Tribunal Judicial de Braga.
COMPANHEIRA DESCONHECIA
Entretanto, a atual companheira do homem de Vila Verde enviou um requerimento ao Tribunal de Braga em que assegura que desconhecia a sua verdadeira identidade. No documento, diz que ele se intitulava Joaquim, quando o seu verdadeiro nome é Belarmino, e pergunta o que há de fazer à chave do carro, que lhe foi entregue por ele, e também à chave do apartamento onde vivia na vila alentejana.
Pergunta, ainda, qual o modo a adotar para devolver 705 euros que lhe pertencem, 300 dos quais lhe foram por ele entregues, quando foi detido pela GNR – quando estavam a jantar – e 405 que ele lhe dera anteriormente para despesas do casal.
O arguido foi sentenciado por abuso sexual de menor dependente e violência doméstica, crimes praticados em 2015 na pessoa de uma filha de 14 anos.
No final do julgamento em Braga, o coletivo de juízes condenou-o, ainda, a pagar 25 mil euros de indemnização à vítima.
O detido, que já está a cumprir pena, enfrenta agora novo processo-crime por falsidade de identidade e de documentos, que foi aberto no Tribunal de Elvas.



