Os bombeiros profissionais e elementos da Proteção Civil de Braga iniciam hoje, às 20h00, uma greve geral convocada pelo Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais (SNBP). A paralisação coincide com a mudança de turno e pretende «chamar a atenção para a necessidade urgente de melhorar as condições de trabalho e valorizar a carreira destes profissionais, considerados essenciais para a segurança e proteção das populações», refere o sindicato, e comunicado.
O SNBP afirma esperar uma forte adesão à greve, sublinhando que esta «é uma luta pela dignidade profissional e pelos direitos laborais de todo o setor».
O QUE ESTÁ EM CAUSA?
Rejeição do Pacote Laboral do Governo
Entre os principais motivos da paralisação está a contestação ao Pacote Laboral proposto pelo Governo. Os bombeiros manifestam-se:
- Contra o despedimento sem justa causa e o seu “embaratecimento”;
- Contra a precariedade e instabilidade no emprego;
- Contra a imposição do banco de horas;
- Contra a destruição da contratação coletiva;
- Contra medidas que consideram lesivas dos direitos de maternidade e paternidade;
- Contra o ataque ao direito à greve e à liberdade sindical.
Reivindicações dos bombeiros profissionais
Os profissionais apresentam ainda um conjunto alargado de exigências específicas para o setor, entre as quais:
- Aumento salarial transversal;
- Atribuição de subsídio de risco e reconhecimento da profissão como de desgaste rápido;
- Regulamentação do setor dos bombeiros e da proteção civil, com carreiras estruturadas e consensualizadas;
- Estatutos profissionais atualizados e reconhecidos;
- Aposentação condigna, incluindo pré-reforma e reforma antecipada sem penalizações;
- Sistema de avaliação justo, sem quotas;
- Horários de trabalho regulamentados;
- Reforço da formação profissional.
«A greve, de âmbito nacional, marca mais um momento de contestação dos bombeiros profissionais, que há vários anos reivindicam melhores condições laborais, maior reconhecimento institucional e medidas concretas que assegurem a sustentabilidade das carreiras e a qualidade do serviço prestado à população», sustenta o sindicato.



