A Polícia Judiciária (PJ) deteve, esta terça-feira, 13 pessoas suspeitas de integrarem um grupo organizado que se fazia passar por inspetores daquela força policial para cometer assaltos violentos, tendo como principal alvo moradias de luxo no concelho de Cascais.
Em causa estão crimes de associação criminosa, roubo qualificado, sequestro agravado, usurpação de funções e detenção de arma proibida. Segundo as autoridades, o grupo simulava buscas policiais recorrendo a mandados falsos, crachás e coletes semelhantes aos usados pela PJ, de forma a aceder às habitações das vítimas.
De acordo com o Correio da Manhã, a rede criminosa atuava há pelo menos um ano e dispunha também de armas verdadeiras. Os suspeitos, que mantinham ligações familiares entre si, apropriavam-se de elevadas quantias em dinheiro e de bens de luxo, como relógios e pedras preciosas, posteriormente vendidos no mercado paralelo.
Durante os assaltos, as vítimas eram sujeitas a agressões físicas e, em alguns casos, sequestradas pelos detidos. A operação incluiu o cumprimento de vários mandados de detenção e buscas domiciliárias, nomeadamente em São João da Talha, no concelho de Loures.
A ação policial está a ser coordenada pela Unidade de Combate ao Terrorismo da PJ, com o apoio da Diretoria de Lisboa. Os detidos serão agora presentes a interrogatório judicial, para aplicação das respetivas medidas de coação.



