Uma operação de busca e salvamento de grande escala está a decorrer no rio Douro, em Campanhã, após o naufrágio de uma embarcação semirrígida ocorrido cerca das 15h00 deste sábado. O incidente, registado nas imediações da Ponte do Freixo, resultou no desaparecimento de um dos tripulantes, enquanto um segundo ocupante conseguiu alcançar a margem norte pelos seus próprios meios.
O sobrevivente, que nadou cerca de 200 metros até terra, foi prontamente assistido pelas equipas de emergência. Segundo fontes no local, o homem encontra-se “estável”, embora apresente um quadro de forte perturbação emocional face ao sucedido.
Condições “agressivas” dificultam buscas
A Capitania do Porto do Douro e Leixões mobilizou imediatamente equipas de mergulho, mas a força da corrente tem impedido o sucesso das operações subaquáticas. Pelas 17h00, as buscas mantinham-se infrutíferas, levando as autoridades a solicitar o apoio de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa.
“Empenhámos também um helicóptero, porque as condições de buscas à superfície são bastante agressivas”, explicou o Comandante da Capitania em declarações à RTP. O responsável destacou que os caudais de “grande intensidade” e a presença de lixo e vegetação no rio — arrastados pelas recentes condições meteorológicas adversas causadas pela depressão Kristin — aportam um risco acrescido para as equipas de salvamento.
Embarcação ignorou interdição de navegação
Testemunhas oculares descreveram o momento em que o barco terá ficado preso numa “ilha de vegetação”. Ao tentar libertar-se, a força da corrente terá virado o semirrígido, que se afundou quase instantaneamente. “O outro [tripulante] estava bastante aflito, estava mesmo no meio da corrente e desapareceu depois de algum tempo”, relatou uma testemunha à estação pública.
A autoridade marítima recordou que se encontra em vigor um aviso que interdita a navegação no Douro a embarcações com menos de 12 metros, devido ao agravamento dos caudais e ao risco de cheias. A embarcação sinistrada, cuja dimensão oficial ainda será apurada, terá “uma probabilidade grande de ser inferior” a esse limite, desrespeitando as diretrizes de segurança vigentes.
No teatro de operações permanecem efetivos da Polícia Marítima, dos Sapadores do Porto, dos Bombeiros Voluntários do Porto e do INEM.
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