A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 256 ocorrências relacionadas com inundações e quedas de árvores entre as 00h00 e as 10h00 de hoje, afetando principalmente as regiões da Grande Lisboa, Península de Setúbal e Oeste.
De acordo com o comandante José Costa, em declarações à agência Lusa, estiveram envolvidos nas operações 934 operacionais e 300 meios terrestres. Desde o início da vaga de tempestades, a 28 de janeiro, foram já contabilizadas 20.946 ocorrências, que mobilizaram 72.147 operacionais e 27.678 meios terrestres em todo o país. Os caudais dos rios com maior risco de subida mantêm-se sob vigilância.
Até às 19h00 de sexta-feira, 1.108 pessoas tinham sido deslocadas das suas habitações devido às condições meteorológicas adversas. Na Lezíria do Tejo, foram retiradas pessoas das localidades de Caneiras, Porto da Palha e Reguengo do Alviela. No Algarve, foram retiradas 11 pessoas em Enxerim, no concelho de Silves, e foi evacuado, por precaução, o parque de autocaravanas de Vila Real de Santo António.
Quanto a localidades isoladas, a Proteção Civil registou situações no Cartaxo, Valada, Porto da Palha e Caneiro, na Lezíria do Tejo, e na freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), na região de Coimbra, além de uma família isolada em Vila do Bispo, no Algarve.
No fornecimento de energia elétrica, cerca de 63 mil clientes da E-Redes continuavam sem eletricidade às 08h00 de hoje, apesar de uma ligeira melhoria face ao balanço anterior. A zona mais afetada pela depressão Kristin mantém 57 mil clientes sem energia, sobretudo nos distritos de Leiria (41 mil), Santarém (11 mil), Castelo Branco (quatro mil) e Coimbra (mil).
Portugal continental começou hoje a sentir os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, vento, neve e agitação marítima, com nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do Tejo. A Agência Portuguesa do Ambiente alertou para o elevado risco de inundações nos rios Vouga, Águeda, Mondego, Tejo, Sorraia e Sado, e para risco moderado em cursos de água como o Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Lis e Guadiana.
Toda a faixa costeira e 13 distritos de Portugal continental encontram-se sob aviso laranja, o segundo mais grave, devido à agitação marítima, precipitação intensa, vento forte e queda de neve, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.



