A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) apreendeu cerca de 10 mil litros de óleo alimentar que estariam a ser comercializados fraudulentamente como azeite virgem, no âmbito de uma operação de prevenção criminal realizada nas últimas semanas nos arredores de Moimenta da Beira.
A ação resultou de uma investigação relacionada com a venda de produtos alimentares adulterados através das redes sociais. No decurso da operação, os inspetores da ASAE deram cumprimento a 13 mandados de busca — dez não domiciliários e três domiciliários — que abrangeram habitações, armazéns, um estabelecimento comercial, viaturas e ainda equipamentos informáticos e de telecomunicações.
Durante as diligências foram apreendidos cerca de 10 mil litros de uma substância oleica que estaria a ser rotulada e vendida como azeite virgem. As autoridades recolheram também milhares de rótulos e material de embalamento com a indicação “azeite virgem”, bem como 340 litros de vinho licoroso sem rotulagem e sem registo legal.
Além dos produtos alimentares, a operação levou à apreensão de quatro armas de fogo e respetivas munições. As autoridades indicam ainda que, no decorrer da intervenção, os suspeitos terão tentado ocultar 200 mil euros em numerário em silvas localizadas em terrenos adjacentes, montante que alegadamente seria proveniente da atividade criminosa.
No âmbito da investigação, três pessoas foram constituídas arguidas.
A ASAE recolheu amostras do produto apreendido para análise laboratorial e sensorial no Laboratório de Segurança Alimentar da entidade, reconhecido pelo Conselho Oleícola Internacional e acreditado segundo a norma NP EN ISO 17025 pelo Instituto Português de Acreditação. As análises físico-químicas e sensoriais permitirão confirmar a composição da substância e avaliar eventuais riscos para a saúde pública.
A autoridade alerta os consumidores para a necessidade de cautela perante ofertas de azeite a preços significativamente inferiores ao valor de mercado, advertindo que estas situações podem esconder a comercialização de outras substâncias oleicas rotuladas de forma fraudulenta.
A ASAE sublinha que continuará a desenvolver ações de fiscalização em todo o território nacional, com o objetivo de garantir a segurança alimentar e a proteção da saúde pública dos consumidores.



