Polícias são ainda suspeitos de violação, abuso de poder e ofensas à integridade física agravada. Investigação, em curso desde 2025, envolve vítimas em situação de vulnerabilidade e partilha de vídeos dos atos.
Os sete polícias detidos na quarta-feira, suspeitos de tortura na esquadra do Rato, em Lisboa, vão permanecer em prisão preventiva, anunciou esta sexta-feira o Ministério Público.
Além da tortura, os agentes são investigados por crimes de violação, abuso de poder e ofensas à integridade física agravada. A investigação, em curso desde o ano passado, apura atos praticados contra pessoas em condições de vulnerabilidade, incluindo imigrantes e sem-abrigo, que terão sido alvo de humilhação e práticas de sodomização dentro da esquadra.
De acordo com fontes judiciais, alguns dos atos foram registados em vídeo e partilhados através do WhatsApp num grupo com dezenas de polícias.
Em julho de 2025, outros dois agentes já tinham sido sujeitos a prisão preventiva, face a suspeitas de crimes semelhantes, numa investigação que agora se estende a sete elementos adicionais.
O processo continua em segredo de justiça, mas reflete um caso de grande repercussão pela gravidade das acusações e pela exposição de alegados abusos cometidos por agentes do Estado contra cidadãos vulneráveis.
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