Um grupo de alunos da Escola Secundária de Vila Verde lançou um manifesto e uma campanha solidária para apoiar crianças em situação de pobreza na Venezuela, procurando sensibilizar a comunidade local para a realidade vivida por milhares de menores naquele país.
A iniciativa, desenvolvida no âmbito da disciplina de Português, é promovida pelos estudantes Andreia Silva, Guilherme Gonçalves, Luís Barros, Maria Dias e Mariana Aquino, da turma do 12.ºA. O projeto começou como um trabalho académico, mas acabou por ganhar dimensão social, transformando-se numa campanha de solidariedade dirigida às crianças venezuelanas.
Sob o lema “As crianças são o grito que o mundo não ouve”, os estudantes redigiram um “Manifesto Anti-Pobreza”, apresentado em forma de poema e divulgado através de um cartaz que denuncia a realidade de pobreza, fome e vulnerabilidade que afeta muitas crianças naquele país sul-americano.
No texto, os jovens confrontam a indiferença da sociedade com a dura realidade de uma “terra que já foi rica”, evocando imagens de “olhares vazios e barrigas murchas” para ilustrar as consequências da crise humanitária. O objetivo é alertar para situações como a falta de proteção, a violência e a exploração infantil.
Além da vertente de sensibilização, a campanha inclui uma recolha solidária de bens, como alimentos não perecíveis, produtos de higiene e material escolar. Os donativos recolhidos deverão ser posteriormente encaminhados para instituições que apoiam crianças em situação de vulnerabilidade na Venezuela.
A iniciativa surge num contexto em que a crise humanitária no país continua a afetar milhões de pessoas. Em 2025, cerca de 2,1 milhões de venezuelanos receberam ajuda humanitária, apenas 41% da população inicialmente prevista nos programas internacionais de assistência, segundo dados do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Para os estudantes envolvidos, o objetivo é mobilizar a comunidade escolar e local para uma resposta coletiva a uma realidade que muitas vezes passa despercebida. “Queremos escrever um novo capítulo de vitória”, referem os promotores, sublinhando que a ação tem fins educativos e solidários.
Com esta iniciativa, a Escola Secundária de Vila Verde reforça também o seu “papel na formação de cidadãos conscientes e comprometidos com causas sociais, demonstrando como o trabalho desenvolvido em contexto escolar pode transformar-se numa forma de intervenção cívica e humanitária”.





