A Polícia de Segurança Pública (PSP) apreendeu, em 2025, mais de 6.470 quilos de droga e realizou 2.949 detenções por suspeitas de tráfico de estupefacientes em Portugal, segundo o balanço anual divulgado esta quarta-feira pela força de segurança.
De acordo com os dados oficiais, foram identificados 5.961 suspeitos de tráfico, dos quais cerca de metade acabaram detidos. No total, a PSP registou mais apreensões de droga do que em 2024, com um aumento global de cerca de 15,2%.
A maior parte das detenções ocorreu nas áreas de jurisdição do Comando Metropolitano de Lisboa, Comando Metropolitano do Porto e Comando Distrital de Setúbal, onde foram registadas 1.373, 508 e 386 detenções, respetivamente.
O perfil dos detidos indica que 84% tinham mais de 21 anos (2.468 pessoas) e cerca de 91% eram homens (2.691).
Canábis lidera apreensões
A canábis foi a droga mais apreendida em 2025, totalizando 6.320,89 quilos em 3.653 apreensões. A maioria das operações foi conduzida pelo Comando Metropolitano de Lisboa, com 1.589 apreensões, seguido do Porto (549) e de Setúbal (445).
No caso da cocaína, a PSP apreendeu 127,61 quilos em 1.885 apreensões, com a maior quantidade registada na área do Comando Metropolitano do Porto, onde foram apreendidos cerca de 59,17 quilos.
Relativamente à heroína, foram apreendidos 29,71 quilos em 828 apreensões. O Comando Metropolitano de Lisboa concentrou a maior quantidade, com 14,64 quilos, seguido do Porto (10,15 quilos) e do Comando Distrital de Faro (2,39 quilos).
Foram ainda apreendidas 11.315 unidades de ecstasy em 441 apreensões, sendo a maioria das operações registada também na área de Lisboa.
Variações face a 2024
Apesar do aumento global no número de apreensões, a PSP regista reduções nas quantidades apreendidas de quase todas as drogas, com exceção da canábis, que registou um aumento expressivo de 365% face ao ano anterior. Em sentido inverso, verificaram-se quebras de 38% na cocaína e de 40% na heroína.
Rotas de entrada
Segundo os dados da PSP, a maioria das drogas apreendidas entrou em Portugal por via terrestre, nomeadamente 83,7% da heroína, 65,56% da cocaína e 98,9% do ecstasy.
Já no caso da canábis, 88,41% do produto apreendido chegou ao país por via marítima, evidenciando a importância das rotas marítimas no tráfico desta substância para o território nacional.



