A ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave propôs ao Governo a criação dos “Polos Rurais com Esperança”, uma iniciativa que visa travar o êxodo rural e promover o desenvolvimento sustentável no território do Cávado.
A proposta integra uma Agenda Estratégica para a Coesão e o Desenvolvimento Territorial e surge como resposta aos principais desafios da região, nomeadamente o envelhecimento demográfico e a perda de população jovem, fenómenos que têm fragilizado o mundo rural.
A associação defende a adoção de políticas públicas nacionais consistentes, que vão além dos instrumentos de financiamento comunitário, garantindo continuidade a estratégias sustentáveis e valorizando o papel das comunidades locais e das Associações de Desenvolvimento Local (ADL).
O presidente da ATAHCA, José da Mota Alves, considera que os territórios rurais devem ser encarados como espaços estratégicos de futuro, alertando que a falta de políticas duradouras poderá agravar o êxodo rural. Destaca ainda o trabalho das ADL, que, através da abordagem LEADER e dos seus Grupos de Ação Local, têm promovido inovação, participação comunitária e desenvolvimento económico sustentável.
No entanto, aponta limitações associadas à centralização e burocracia do programa LEADER, que, segundo refere, têm reduzido a autonomia das parcerias locais e dificultado a implementação de estratégias ajustadas às necessidades do território.
Entre as medidas propostas está a criação dos “Polos Rurais com Esperança”, estruturas destinadas a reforçar a coesão territorial, apoiar o empreendedorismo, valorizar os recursos endógenos e incentivar a fixação de população, contribuindo também para a preservação do património e dos ecossistemas.
A ATAHCA propõe ainda a implementação de um Programa Interministerial para a Promoção do Desenvolvimento Rural Integrado, coordenado por uma unidade de missão que articule políticas de diferentes áreas governativas.
Segundo José da Mota Alves, esta abordagem representa uma forma mais próxima, colaborativa e orientada para soluções concretas, defendendo que o futuro dos territórios rurais depende da articulação entre políticas públicas e o conhecimento das entidades locais.
A associação acredita que esta estratégia poderá contribuir para um país mais equilibrado, coeso e sustentável, combatendo as assimetrias regionais e tornando os territórios rurais mais atrativos para viver e investir.



