O Estádio Cruz do Reguengo volta a ser palco de um momento de celebração da história e identidade do Vilaverdense FC no próximo dia 23 de maio, pelas 17h00, com a realização de mais uma edição do “Jogo das Estrelas”. A iniciativa irá colocar frente a frente uma equipa composta por antigas glórias do clube minhoto e um conjunto de ex-jogadores que passaram pela I Liga portuguesa.
O evento pretende reunir diferentes gerações ligadas ao Vilaverdense FC, num ambiente de homenagem, convívio e partilha de memórias. Antes do apito inicial, terá lugar a estreia oficial do novo hino do clube, da autoria de Manuel Barbosa Rodrigues, um dos momentos mais aguardados da jornada.
No final da partida, atletas, dirigentes e adeptos irão participar num jantar-convívio num restaurante local, encerrando um dia dedicado à história do emblema vilaverdense.
O principal impulsionador da iniciativa, Armando Santos, explicou que o projeto começou a ser pensado há vários anos, tendo ganho forma mais recentemente.
“Esta ideia surgiu há quatro ou cinco anos, numa conversa entre amigos. Só há cerca de dois anos é que avançou realmente. Fizemos a primeira edição, correu tudo bem, e depois contei com o apoio do senhor José Faria, presidente da Junta de Vila Verde e Barbudo, que me ajudou bastante”, afirmou.
Depois de uma interrupção motivada por problemas no relvado do estádio, o evento regressa agora com renovado entusiasmo e com o apoio de várias entidades locais.
“Este ano tive novamente o apoio da Câmara e da Junta e surgiu também o Mário Rodrigues por causa do hino. Tudo se começou a encaminhar para fazermos esta festa”, acrescentou.
ESTRELAS EM VILA VERDE
Entre os antigos jogadores já confirmados para o encontro destacam-se nomes bem conhecidos do futebol português, como Pena, João Tomás, Pires, Raúl Silva, Cláudio, Carlitos e Paulo Assunção, além de outros ex-atletas ligados aos campeonatos profissionais nacionais.
Para Armando Santos, o principal objetivo passa por preservar a memória coletiva do clube e reforçar os laços entre diferentes gerações.
“A ideia foi juntar as glórias do Vilaverdense, sentarmo-nos todos à mesa e lembrarmo-nos que fomos felizes ali. São várias gerações e várias equipas. Fizemos história naquele campo”, destacou.
Também presente na apresentação da iniciativa esteve José Faria, antigo jogador do clube e atual presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo, que elogiou a importância do evento para a valorização dos antigos atletas.
“Quero dar os parabéns ao Armando e ao Nené, que foram os primeiros obreiros desta iniciativa. Os clubes não devem esquecer os jogadores que por lá passaram. É importante para os jovens perceberem quem ajudou a construir o clube”, sublinhou.
O autarca defendeu ainda que as chamadas “velhas guardas” devem continuar ligadas à estrutura dos clubes desportivos.
“Os diretores deviam manter sempre uma valência das velhas guardas. Isso é uma mais-valia para o Vilaverdense e ajuda a preservar a identidade do clube”, afirmou.
NOVO HINO
Outro dos momentos altos da jornada será a apresentação oficial do novo hino do Vilaverdense FC. Mário Rodrigues explicou que o projeto concretiza um antigo desejo do pai, Manuel Barbosa Rodrigues, antigo atleta do clube e figura ligada à cultura local.
“O hino já era um desejo antigo do meu pai. Ele foi atleta do Vilaverdense e sempre teve essa vontade. O convite do Armando acabou por criar o momento ideal para apresentar o hino numa grande festa do clube”, referiu.
Segundo Mário Rodrigues, o novo hino pretende simbolizar a continuidade histórica do clube, independentemente das mudanças ao longo dos anos.
“Seja qual for o formato do clube, o passado, o presente e o futuro, para nós será sempre o Vilaverdense. O hino representa toda essa história”, afirmou.
A organização espera agora uma forte presença de adeptos nas bancadas do Cruz do Reguengo, num evento que pretende afirmar-se como um momento de união da família vilaverdense.
“Era agradável ver as bancadas cheias. Convido toda a família do Vilaverdense, especialmente os mais jovens, porque um hino é sempre a alma de um clube”, apelou Armando Santos.









