O filho do fundador da marca de moda Mango, Jonathan Andic, foi detido esta segunda-feira em Barcelona, Espanha, no âmbito da investigação à morte do pai, sendo suspeito de homicídio, segundo fontes da investigação judicial citadas pela imprensa espanhola.
O caso remonta a dezembro de 2024, quando o fundador da Mango, Isak Andic, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona, durante uma caminhada realizada na companhia do filho.
De acordo com a versão inicialmente apresentada por Jonathan Andic, o pai terá escorregado num trilho e caído por uma encosta com mais de 100 metros de altura. O caso foi, numa primeira fase, tratado como acidente e chegou mesmo a ser arquivado por uma juíza de instrução.
No entanto, a investigação foi reaberta após os Mossos d’Esquadra identificarem inconsistências na versão dos factos e elementos considerados pouco claros, o que levou à reclassificação do processo como possível homicídio. Em outubro do ano passado, Jonathan Andic passou de testemunha a arguido.
Segundo a imprensa espanhola, incluindo El País e La Vanguardia, contradições em declarações prestadas pelo filho da vítima e discrepâncias face aos resultados da inspeção no terreno terão contribuído para o agravamento das suspeitas.
Testemunhos recolhidos durante a investigação, incluindo os de pessoas próximas da família, terão também apontado para relações familiares tensas entre pai e filho, elemento considerado relevante pelas autoridades judiciais.
Após a detenção, Jonathan Andic foi conduzido a tribunal em Barcelona para ser ouvido pelo juiz responsável pelo inquérito, que permanece em curso.
Mango, fundada em 1984 por Isak Andic, tornou-se um dos principais grupos internacionais do setor têxtil, com cerca de 2.800 lojas em todo o mundo. Após a morte do empresário, a liderança executiva passou para Toni Ruiz, mantendo a família o controlo maioritário do grupo.



