O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta quinta-feira que Portugal deve assumir, “sem rodeios”, a ambição de conquistar o Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, considerando que o país dispõe de atletas e estruturas capazes de competir ao mais alto nível internacional.
As declarações foram feitas durante a sessão de abertura da conferência “Bola Branca”, onde o chefe do Governo destacou o papel do desporto como exemplo de superação, espírito de equipa e capacidade de sucesso.
“Assumimos, sem rodeios, que somos candidatos a poder ganhar o Campeonato do Mundo. Temos muitos desportistas que são os melhores do mundo”, afirmou Luís Montenegro.
O governante considerou ainda que o desporto representa um exemplo para o país em diversas áreas da sociedade, defendendo a necessidade de uma “mentalidade vencedora” transversal à atividade nacional.
Segundo o primeiro-ministro, Portugal tem demonstrado capacidade para potenciar talento e alcançar resultados internacionais relevantes, embora reconheça que o país continua abaixo da média europeia na prática regular de atividade física.
“Somos um país que ainda pratica pouco desporto. Estamos na cauda da Europa e temos um caminho longo a percorrer”, sublinhou.
Luís Montenegro destacou igualmente o reforço do investimento público no setor desportivo, defendendo que os resultados desportivos dependem da existência de infraestruturas e condições adequadas para o desenvolvimento dos atletas.
Como exemplo, apontou o ciclismo de pista e a construção do velódromo de Sangalhos, estrutura que considerou determinante para o crescimento da modalidade em Portugal e para a conquista de medalhas olímpicas.
“O facto de termos um velódromo não nos permite dizer que teremos muitas medalhas, mas sem aquele equipamento ninguém consegue aprimorar o seu talento”, afirmou.
O Mundial de 2026 será o primeiro da história com 48 seleções participantes e decorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México. Portugal integra o Grupo K da fase de qualificação, juntamente com República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia.



