O Mosteiro de Tibães, em Braga, acolhe entre sexta-feira e domingo (05 a 07 de junho) a segunda edição dos Dias da Guitarra ComCordia, iniciativa que pretende afirmar-se como uma referência cultural na promoção da guitarra e dos cordofones dedilhados, cruzando tradição, criação contemporânea e formação artística.
Promovido pela Associação ComCordia, o evento reúne concertos, um concurso juvenil de guitarra e momentos de partilha artística, tendo como palco principal a Sala do Capítulo do Mosteiro de Tibães.
A programação arranca na sexta-feira, 5 de junho, às 21h30, com um concerto de João Diogo Leitão, músico que se tem destacado pelo trabalho desenvolvido em torno da viola braguesa e pela ligação entre os cordofones tradicionais portugueses e a música erudita.
No dia seguinte, além da realização do Concurso Juvenil de Guitarra ComCordia, destinado a jovens intérpretes até aos 15 anos, sobe ao palco, às 21h30, o guitarrista clássico franco-italiano Gabriel Bianco, distinguido em vários concursos internacionais e presença habitual em festivais e salas de concerto de referência.
O encerramento está marcado para domingo, 7 de junho, às 17h30, com a Orquestra de Cordas Dedilhadas do Minho, que convida o músico Daniel Pereira Cristo para um concerto construído a partir de arranjos de Rodrigo Peixoto. O espetáculo promete explorar novas possibilidades sonoras para instrumentos tradicionais como a viola braguesa, o cavaquinho e o bandolim.
Um dos momentos centrais da iniciativa será o Concurso Juvenil de Guitarra ComCordia, que decorrerá ao longo de sábado. Mais do que uma competição, a organização pretende proporcionar uma experiência formativa aos participantes, permitindo-lhes atuar perante um júri especializado e receber orientação técnica e artística. O vencedor receberá uma guitarra como prémio.
Ao escolher o Mosteiro de Tibães como cenário do evento, a organização procura reforçar a ligação entre a criação artística e o património histórico, transformando um dos mais emblemáticos espaços patrimoniais da região num ponto de encontro para músicos, estudantes, professores, investigadores, construtores de instrumentos e público.
Segundo a Associação ComCordia, o projeto pretende valorizar a identidade musical do Minho, promovendo simultaneamente a formação de novos públicos e a circulação de artistas, numa iniciativa que alia património, educação, inovação e criação musical.



