O vereador Rui Rocha questionou o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, e o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sobre a utilidade do futuro sistema Bus Rapid Transit (BRT) entre Braga e Guimarães, defendendo que o investimento levanta dúvidas quanto à sua eficácia.
Em comunicado, Rui Rocha refere que, de acordo com declarações do ministro Miguel Pinto Luz, o tempo previsto para a viagem entre Braga e Guimarães através do BRT será de cerca de 30 minutos.
Perante essa previsão, o vereador retira duas conclusões. A primeira é que, no seu entendimento, o BRT não chegará a Braga antes de 2030, considerando que, até essa data, a infraestrutura apenas deverá estar operacional entre Guimarães e Taipas.
A segunda prende-se com o tempo de viagem anunciado, que, segundo Rui Rocha, é superior ao da atual ligação rodoviária existente entre as duas cidades.
“O Centro Coordenador de Transportes de Braga já assegura uma ligação entre Braga e Guimarães com uma duração aproximada de 20 minutos”, sustenta.
Face a este cenário, Rui Rocha deixa uma questão dirigida ao presidente da Câmara de Braga e ao ministro das Infraestruturas: “Porque é que vamos gastar dinheiro numa viagem de 30 minutos, quando já a podemos fazer em 20?”
O vereador considera que o investimento deve ser devidamente justificado, defendendo que os projetos de mobilidade pública devem representar ganhos efetivos para os utilizadores, quer em termos de tempo de deslocação, quer de eficiência na utilização dos recursos públicos.
Até ao momento, nem o Município de Braga nem o Ministério das Infraestruturas reagiram publicamente às questões levantadas por Rui Rocha. O projeto do BRT integra a estratégia de reforço da mobilidade sustentável na região do Minho e prevê ligar os concelhos de Braga e Guimarães através de um corredor dedicado ao transporte público.



