O Governo aprovou um conjunto de alterações ao Novo Regime do Exercício da Atividade Pecuária (NREAP), com o objetivo de simplificar os processos de licenciamento das explorações pecuárias e reforçar a segurança jurídica do setor. As mudanças constam do Decreto-Lei n.º 144/2026, de 17 de julho, e dão resposta a uma reivindicação antiga dos produtores pecuários, em particular dos suinicultores.
Uma das principais novidades do diploma passa pela clarificação do conceito de capacidade instalada, que passa a corresponder ao efetivo máximo autorizado para cada exploração, entreposto ou centro de agrupamento, conforme definido no Plano de Produção validado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Na prática, o licenciamento das explorações deixa de ser determinado pelo número máximo teórico de animais que poderiam ser instalados, passando a basear-se no efetivo efetivamente autorizado e compatível com as normas de sanidade e bem-estar animal.
O novo regime introduz ainda a definição legal do Plano de Produção, documento elaborado pelo médico veterinário responsável sanitário, que passa a constituir a referência para determinar a capacidade instalada de cada exploração pecuária.
Segundo o Governo, estas alterações eliminam dúvidas de interpretação que, ao longo dos últimos anos, condicionaram processos de licenciamento, alterações às explorações e o enquadramento da atividade pecuária, permitindo uma aplicação mais uniforme e transparente da legislação.
O diploma responde, assim, a uma reivindicação histórica do setor da suinicultura, que defendia a necessidade de adaptar as regras à realidade atual das explorações e às crescentes exigências em matéria de bem-estar animal.
O Executivo considera que a revisão do NREAP representa um passo importante para reforçar a competitividade e a sustentabilidade da pecuária nacional, conciliando a simplificação administrativa com elevados padrões de sanidade animal, proteção ambiental, segurança alimentar e bem-estar dos animais.
Com estas alterações, o Governo pretende reduzir a incerteza administrativa, facilitar a gestão das explorações pecuárias e criar melhores condições para o investimento e desenvolvimento do setor.



