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António Costa e Pedro Nuno Santos recebidos com protestos em Valença

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Mais de uma centena de comerciantes manifestaram-se esta segunda-feira em Valença para exigir a “reabertura imediata” das fronteiras com a Galiza.

Também o ministro das Infra-estruturas protagonizou uma acesa troca de palavras com trabalhadores da Infra-estruturas de Portugal (IP), que exigiam a valorização profissional à chegada do comboio eléctrico à estação valenciana.

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O protesto aproveitou a presença em Valença do primeiro-ministro, que inaugurou a electrificação da Linha do Minho.

“Abram as fronteiras” e “Queremos trabalhar” eram as frases inscritas em tarjas, onde os comerciantes, que dizem de estar com “a corda na garganta”, se fizeram ouvir com buzinas e assobios.

Na quarta-feira o primeiro-ministro afastou o levantamento para breve das restrições de circulação nas fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha, alegando que essa decisão será tomada apenas quando os dois países concluírem estarem reunidas as condições de segurança.

“O Governo procede a uma revisão quinzenal da situação. Portanto, para já, as fronteiras vão manter-se fechadas no espírito de boa colaboração que temos mantido com Espanha”, declarou António Costa.

As fronteiras com Espanha estão fechadas desde 31 de Janeiro devido à pandemia de covid-19, sendo apenas permitida a circulação entre os dois países nos 18 pontos de passagem autorizados (PPA).

Actualmente, das oito passagens que ligam o distrito de Viana do Castelo à Galiza, o atravessamento da fronteira durante 24 horas apenas está autorizado na ponte nova de Valença. Há ainda em Monção, Melgaço, no Lindoso, Ponte da Barca, pontos de passagem que estão disponíveis nos dias úteis, das 07h00 às 09h00 e das 18h00 às 20h00.

TENSÃO

Também a Comissão de Trabalhadores (CT) da IO se manifestaram, envergando com t-shirts pretas onde se lia “Respeito pelos trabalhadores” Os trabalhadores queixam-se, essencialmente, de que estão desde 2009 “sem qualquer valorização salarial”.

“Inaugurar obras com o suor dos outros é fácil, mas também deveria ser ético, pelo que quem nos governa tem de reconhecer e valorizar os trabalhadores que estiveram sempre presentes para que esta e outras inaugurações pudessem ser uma realidade”, lia-se numa nota distribuída à comunicação social.

No local, O ministro Pedro Nuno Santos rejeitou a acusação da Comissão de Trabalhadores (CT) de não a receber e ouvir, dizendo que deve ser dos ministros que mais se reúne com os sindicatos.

Já Fernando Semblano, porta-voz dos trabalhadores, disse que o ministro não estava a ser “correcto”.

“Desde 2009 que não temos aumentos salariais, que nos empurram com a barriga para as Finanças e para as Infra-estruturas. Não podemos aceitar mais isto”, disse.

Segundo o representante da CT, são cerca de 3.800 trabalhadores que “não são valorizados e que não foram integrados no plano de vacinação contra a covid-19”.

Antes da troca de palavras, o primeiro-ministro, António Costa, à chegada a Valença, dirigiu-se à delegação de trabalhadores, recebeu o manifesto que distribuíam e remeteu os trabalhadores para uma reunião com o presidente da IP, presente na inauguração da Linha do Minho.

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