O município de Vila Verde surge como o melhor classificado do distrito de Braga no ranking global do Anuário Financeiro dos Municípios 2024, elaborado pelo Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade do IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, com o apoio da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) e do Tribunal de Contas.
Para a presidente da Câmara, Júlia Fernandes, os resultados publicados “refletem os elevados níveis de exigência e rigor na gestão municipal de Vila Verde, com particular impacto para a boa execução de um plano de investimentos cada vez mais exigente e ambicioso, tendo em vista o desenvolvimento e o progresso sustentado do concelho”.
Vila Verde surge ainda em 13º lugar na avaliação global da eficácia e eficiência financeira entre os municípios portugueses de média dimensão (com 20.000 a 100.000 habitantes), no anuário apresentado ontem publicamente, nas instalações da OCC no Porto.
Júlia Fernandes sublinha que, nos últimos anos, o município de Vila Verde tem conseguido “melhorar e reforçar a eficiência na gestão, mesmo num cenário financeiro em que o orçamento municipal tem crescido de forma acentuada em volume global”.
“A boa gestão financeira tem sido desenvolvida de forma a garantir mais-valias para a execução de investimento, sempre com o objetivo de melhorar a qualidade de vida no concelho”, refere a autarca.
Para Júlia Fernandes, a “atenção especial” em “cumprir os compromissos e obrigações” tem assegurado ao município a capacidade de promover “uma relação de confiança cada vez mais forte, designadamente com fornecedores de serviços, colaboradores e munícipes”.
“Esta eficiência de gestão no município de Vila Vede tem permitido conciliar a redução da dívida acumulada – que nos últimos quatro anos diminuiu para menos de metade – com o aumento do investimento municipal. Demonstração da boa gestão municipal é ainda o facto de, nos últimos anos, a execução da receita ter superado sempre os 100%”, salienta.
Júlia Fernandes destaca ainda o saldo de gerência que o município tem logrado ampliar e que “representa também uma almofada financeira de capital importância para reforçar investimento e a captação de fundos comunitários”. “Acima de tudo, importa gerir bem todos os recursos para garantir cada vez melhores condições de vida no concelho”, sustentou a autarca.
DÉFICE POR CAUSA DAS NOVAS COMPETÊNCIAS
A presidente da Câmara de Vila Verde participou na sessão de apresentação pública do Anuário Financeiro, intervindo no painel de debate sobre ‘Transferências de competências – um balanço operacional e financeiro’, promovido pela OCC e pelo IPCA.
A autarca referiu-se especialmente à gestão das competências nas áreas da educação e da saúde, onde explicou que, nos últimos três anos, o diferencial de investimentos realizados pelo município nas duas áreas em relação ao financiamento recebido da administração central ascende já a um défice de 7,5 milhões de euros.
Segundo Júlia Fernandes, “o foco do município mantém-se na resolução dos problemas reais da população e em garantir o melhor serviço público em áreas tão essências como a saúde e a educação”, deixando a expectativa de que o problema possa vir a ser resolvido ou minimizado numa futura revisão da Lei das Finanças Locais, como se comprometeu o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, na abertura da sessão.







