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Arquidiocese de Braga envia dois missionários para Pemba, em Moçambique

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A Arquidiocese de Braga da Igreja Católica «envia» domingo para Moçambique dois missionários que vão operar na Diocese de Pemba, na província de Cabo Delgado, nas áreas pastoral e social, neste caso, em especial no domínio da saúde, da educação e do desenvolvimento económico.

O Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, disse ao “Vilaverdense” que os missionários, o sacerdote António Faria – de Guimarães – e a jovem leiga Fátima Castro – da Póvoa de Lanhoso – estarão, pelo menos um ano e no quadro de um acordo entre as duas dioceses, a trabalhar na paróquia de Santa Cecília de Ocua, mas que é constituída por mais 98 comunidades, espalhadas por um território de grande dimensão.

«Já havíamos construído uma casa na paróquia para albergar os missionários e que tem um espaço para acolher voluntários», adiantou, vincando que, em janeiro partirá mais um missionário.

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O prelado salientou que, os dois missionários haviam já estado em Pemba mas a sua partida definitiva foi adiada, até agora, por falta de vistos.

A Arquidiocese vai, também, proceder ao envio de dois contentores com bens de vários tipos, em especial com utensílios agrícolas, uma necessidade premente entre as populações locais, nomeadamente as deslocadas: «é um envio caro e complicado, mas fá-lo-emos, logo que tenhamos autorização para que isso aconteça. Carrega todo um conjunto de utensílios para ajudar aquelas pessoas a trabalhar a terra e consequentemente, poderem usufruir daquilo a que têm direito, para uma melhor dignidade humana», garantiu.

APOIO DE 522 MIL EUROS

Nos últimos anos a Arquidiocese já enviou para a paróquia de Santa Cecília de Ocua um total de 522 mil euros.

«Pemba merece o nosso carinho. Sabemos que a Província de Cabo Delgado, em Moçambique, continua a ser local de muitas mortes, de desalojamentos, destruição de residências e ocupação dos terrenos que alimentam aquelas populações. Queremos ser uma voz que defende aquelas populações», refere o Arcebispo Primaz.

E prosseguindo, sublinha: «A presença deles lá, é e deve ser um estímulo cá, para que as nossas comunidades sejam missionárias. Missionárias de partir para longe, mas missionárias também aqui em Braga e no nosso país. Que os nossos cristãos não sejam cristãos instalados. Que sejam apegados a causas, dando a vida por essas causas».

Jorge Ortiga acentua, a propósito, que a partida dos dois missionários no dia 15 de agosto, um dia simbólico, o dia da Assunção de Santa Maria de Braga, a quem a Arquidiocese é dedicada.

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