O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, considera que “é preciso saber o que se passa” com os autocarros chineses do fabricante contratualizado pelos Transportes Urbanos de Braga (TUB), face a notícias de alegadas falhas de cibersegurança.
“Se se viesse a verificar que isso estava a acontecer, era muito grave. Não andamos aqui a brincar, é preciso saber o que se passa”, afirmou o autarca, em declarações aos jornalistas, no final da primeira reunião de executivo deste mandato, que aconteceu na segunda-feira ao final da tarde.
A questão foi levantada pelo vereador da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, que lembrou que o mesmo assunto já suscitou preocupação na Noruega e na Dinamarca e que estes países estão já a tomar medidas para “isolar a informação” transmitida pelos referidos autocarros.
Em causa estão autocarros elétricos do construtor chinês Yutong, que estarão equipados com um cartão SIM que permite ao fabricante aceder remotamente aos sistemas dos autocarros.
Para os TUB, estão contratualizados 35 autocarros deste fabricante, que deverão chegar nos próximos tempos, encontrando-se atualmente “em trânsito”, segundo João Rodrigues.
Na sua intervenção, Rui Rocha disse que, através do alegado cartão SIM, o construtor poderá “paralisar” remotamente os autocarros ou mesmo “prender os passageiros” dentro dos mesmos. “Há algum procedimento previsto para a realização de uma vistoria técnica aos autocarros?”, questionou.
O presidente da Câmara, João Rodrigues, respondeu que tem já agendada para esta terça-feira uma reunião com a administração dos TUB para analisar a questão.



