Subiu para 84 o número de cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos dois sismos que atingiram a Venezuela no passado dia 24 de junho. Entre as vítimas mortais encontram-se 15 crianças, mantendo-se ainda 63 pessoas desaparecidas, segundo o mais recente balanço divulgado esta quinta-feira.
O novo número representa um agravamento face ao balanço anterior, que apontava para 81 vítimas mortais entre a comunidade portuguesa residente naquele país.
No conjunto do território venezuelano, os dois sismos já provocaram pelo menos 2.295 mortos, de acordo com os dados oficiais divulgados pelas autoridades venezuelanas na quarta-feira.
Perante a dimensão da tragédia, Portugal continua a mobilizar meios para apoiar as operações de socorro. O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, anunciou que dois aviões da Força Aérea Portuguesa estão preparados para transportar ajuda humanitária para a Venezuela, devendo partir até à próxima terça-feira. As aeronaves poderão também assegurar o transporte de cidadãos no regresso a Portugal.
No terreno encontram-se já equipas portuguesas de socorro, integradas no esforço internacional de resposta à emergência.
Os sismos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de intervalo, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, tendo sido seguidos por centenas de réplicas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A violência dos abalos provocou o colapso ou graves danos em dezenas de edifícios na capital venezuelana e na região de La Guaira, uma das áreas mais afetadas pela catástrofe.
As operações de busca e salvamento prosseguem, enquanto as autoridades continuam a atualizar o número de vítimas e desaparecidos, admitindo que o balanço possa voltar a aumentar à medida que chegam informações das zonas mais atingidas.



