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Autárquicas: caminho estreito para a oposição

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Por Álvaro Santos

Há dois meses escolhi para título da minha crónica, “Autárquicas: Júlia Fernandes com passadeira vermelha estendida”.

Escrevi, então, que “os próximos tempos dar-nos-ão informação sobre se a passadeira vermelha estendida a Júlia Fernandes se manterá assim ou se a oposição tem engenho e arte de a retirar dos seus pés.”

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Pois! Passados dois meses a situação mantém-se. Neste caso para pior, pois nada se alterou, e, entretanto, estamos mais próximos das eleições.

A minha pergunta hoje é: Júlia Fernandes sentir-se-á já na passadeira com o Oscar na mão?

A realidade confronta-nos com isto: estamos a menos de cinco meses das eleições autárquicas e, em Vila Verde, só o PSD tornou público quem corporizará a respectiva candidatura.

Cá pela nossa Terra, perpassa um sentimento de grande perplexidade.

Este é o momento em que muda o candidato no PSD, partido que governa a autarquia há quase 24 anos. Esta seria a melhor altura para surgirem candidaturas fortes da oposição. É a altura em que a eleição é mais aberta. Começa a não se perceber a razão pela qual ainda nenhum dos partidos da oposição fez anúncio público de quem será o seu candidato.

Especula-se que pelo menos o PS, o CDS, a CDU e o Chega surgirão com projectos políticos alternativos à actual maioria Social-Democrata. Mesmo os eleitores tradicionais do PSD não verão com bons olhos que o seu partido não seja confrontado. Aliás, quem está no poder só se consegue reinventar com esse confronto político.

O cenário que se vive neste momento em Vila Verde começa a ser preocupante.

A tão poucos meses das eleições, em todo o distrito de Braga, provavelmente Vila Verde é o único concelho em que se conhece apenas uma candidatura à câmara. Atrever-me-ia a dizer que será um dos únicos concelhos do país em que tal acontece.

Estamos, pois, perante um estudo de caso, já que a menos de cinco meses das eleições, perante as melhores condições políticas dos últimos 24 anos para oposição, Júlia Fernandes ainda não conhece publicamente nenhum adversário.

Para que as alternativas sejam levadas a sério, importa que não esperem mais. É necessário que, nós cidadãos, tenhamos tempo de conhecer os protagonistas, o que eles pensam sobre o actual estado do concelho e, sobretudo, que caminhos eles nos propõem para o futuro.

Repito o que disse há dois meses. Face ao comportamento dos seus opositores “Júlia Fernandes vê a sua vida facilitada: foi-lhe oferecida pela oposição uma passadeira vermelha, estendida a caminho da presidência da câmara.”

Mas também disse que existem muitos e bons quadros nos partidos do concelho. Estarão ainda a tempo de inverter a situação?

O caminho começa a ficar demasiado estreito.

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