VILA VERDE –   BE pergunta ao Governo pelo futuro dos Correios de Prado

VILA VERDE –  
BE pergunta ao Governo pelo futuro dos Correios de Prado

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo, através do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, sobre o futuro da estação de correios da Vila de Prado, cujo eventual fecho tem sido motivo dediscussão pública nos últimos dias.

Tal como “O Vilaverdense” tem noticiado, no início desta semana, o PCP esteve em Prado, onde contactou com a população, dando conta de uma alegada intenção de os CTT encerrarem a estação existente na Freguesia.

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Já esta quinta-feira de manhã, a Câmara de Vila Verde emitiu um esclarecimento a dar conta que a administração dos CTT lhe transmitiu «uma clara garantia de que não está prevista qualquer alteração ao funcionamento da rede dos CTT no concelho e designadamente no que respeita aos serviços que actualmente funcionam na Loja da Vila de Prado».

O assunto foi levado ao Parlamento pelo deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo círculo de Braga, Pedro Soares, que refere que «o sucessivo encerramento de Estações de Correio está a delapidar o património de uma outrora prestigiada empresa pública que prestava um serviço de proximidade e de grande valor às populações».

Para o Bloco de Esquerda, «com o afastamento deste serviço de carácter público das comunidades locais, a empresa agora privatizada está a restringir drasticamente o acesso das populações a um serviço de comunicações essencial, com que contavam desde há muito».

Segundo o deputado bloquista, «todos estes anúncios de encerramento em catadupa são absolutamente intoleráveis e colocam as comunidades locais em sobressalto, parecendo integrar-se numa estratégia de lançar um alarme generalizado para as autarquias sejam pressionadas a substituírem-se aos CTT».

O Bloco de Esquerda pretende saber se o Governo está disponível para instar a Administração dos CTT a parar com o encerramento de estações e com a degradação do serviço público postal e se equaciona que o Estado seja chamado a recuperar o do serviço público universal dos correios com a maior urgência possível.