A Câmara de Braga vai discutir na próxima reunião do executivo municipal uma proposta que prevê a suspensão da atividade das empresas de trotinetas elétricas partilhadas na cidade, com o objetivo de avançar para uma nova regulamentação da utilização destes veículos no espaço público.
O anúncio foi feito nas redes sociais pelo presidente da autarquia, João Rodrigues, que justificou a medida com os problemas de segurança e de ocupação do espaço público registados nos últimos anos.
“Há acidentes. Há situações de perigo. Há trotinetas deixadas em passeios, zonas pedonais, junto a passadeiras, a dificultar a vida de quem anda a pé, de quem empurra um carrinho de bebé, de quem tem mobilidade reduzida, de quem simplesmente quer circular em segurança”, escreveu o autarca, no Facebook.
João Rodrigues recordou que foi um dos defensores da introdução das trotinetes partilhadas em Braga há cerca de oito anos, por considerar importante a aposta em soluções de mobilidade suave. No entanto, entende que a experiência acumulada justifica uma revisão das regras atualmente em vigor.
“Governar também é isto: olhar para a realidade como ela é, e não como gostaríamos que fosse”, referiu, acrescentando que ignorar os problemas identificados seria um erro.
Segundo João Rodrigues, a suspensão não representa uma rejeição definitiva deste meio de transporte. “Não é uma proibição eterna. Não é uma guerra à inovação. Não é voltar atrás”, sublinhou.
O presidente da Câmara defende que a interrupção temporária da atividade permitirá estudar soluções e implementar mecanismos que conciliem a mobilidade sustentável com a segurança de peões e utilizadores.
“É parar para corrigir. É estudar antes de continuar. É pôr a segurança das pessoas em primeiro lugar”, afirmou, concluindo que “a cidade não é uma pista” e que “a mobilidade do futuro só faz sentido se respeitar quem vive a cidade todos os dias”.
A proposta será analisada e votada na próxima reunião do executivo municipal.



