A campanha da pesca da sardinha arrancou à meia-noite em toda a costa continental portuguesa, assinalando o regresso de uma atividade crucial para o setor após quase cinco meses de interdição.
A pesca tinha sido suspensa a 3 de dezembro, numa medida de gestão destinada à proteção do recurso e à sua sustentabilidade. O reinício da campanha é tradicionalmente aguardado com expectativa por pescadores, lotas e pela indústria conserveira, fortemente dependente desta espécie.
Para 2026, Portugal dispõe de uma quota inferior à do ano passado, com menos 960 toneladas face a 2025. A gestão da quota é partilhada com Espanha, no âmbito de acordos bilaterais que visam garantir o equilíbrio dos stocks e a exploração sustentável.
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, destacou a importância deste modelo de gestão conjunta, sublinhando que as quotas “são fundamentais para assegurar a sustentabilidade” e têm sido “bem geridas” entre os dois países.
O governante marcou presença no arranque da campanha, acompanhando a saída das embarcações para o mar, num momento simbólico para o setor das pescas.
A evolução da campanha será acompanhada de perto pelas autoridades e operadores, num contexto em que a preservação dos recursos marinhos continua a ser uma prioridade para garantir a viabilidade futura da atividade.



