A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu hoje que a averiguação preventiva relacionada com a empresa Spinumviva, do primeiro-ministro, está em curso e o Ministério Público aguarda ainda documentação, pelo que a averiguação continua.
“Não há, assim, neste momento, qualquer convicção formada que permita encerrar a referida averiguação preventiva nem nada foi proposto ao Procurador-Geral da República neste domínio”, refere um comunicado da PGR.
MONTENEGRO “ESTUPEFACTO”
Sobre o assunto, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já reagiu e disse que estava “estupefacto” com as notícias de que os procuradores responsáveis pela averiguação ao caso Spinumviva, defendem a abertura de um inquérito-crime.
“É uma pouca vergonha”, disse numa reação rápida, em que apontou as “vulnerabilidade” da democracia.
A partir de Albufeira, onde se encontra a participar na campanha para as eleições autárquicas, Luís Montenegro estranhou o timing, lembrando esse mesmo sufrágio, que ocorre no próximo domingo.
Dizendo por três vezes que esta informação é “uma pouca vergonha”, o chefe do Governo vê neste caso em concreto uma das “fragilidades” da democracia.
“Configura uma situação que é uma vergonha, uma deslealdade processual, democrática. Não sei qual é a fonte da notícia. Todos os esclarecimentos pedidos são dados. Aguardarei a análise”, acrescentou, para depois vincar que sente que se trata de uma “pouca vergonha”.
“É uma pouca vergonha, vou repetir: é uma pouca vergonha”, reiterou.



