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Cerveira homenageia “o eterno mestre dos inquietos” com pintura mural

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A Câmara de Vila Nova de Cerveira e a Zet Gallery, de Braga, inauguram um mural de homenagem ao artista Henrique Silva pela ligação umbilical à Bienal Internacional da ‘vila das Artes’.

Esta quarta-feira, em nota na sua página de Facebook, a autarquia explica que com esta obra da autoria de Juan Domingues, plasmada numa das fachadas do Cineteatro de Cerveira – Marreca Gonçalves, completa-se a trilogia de eternização dos fundadores da Bienal e do conceito de ‘Vila das Artes’, através da arte interventiva e interactiva com a comunidade.

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Assim, à entrada da vila, num edifício histórico e junto ao rosto do Mestre José Rodrigues, surge agora um novo mural de 10 metros, intitulado ‘Homenagem ao Eterno Mestre dos Inquietos’, com dois rostos do carismático artista Henrique Silva, na juventude e na actualidade.

INAUGURAÇÃO NO SÁBADO

Em progresso desde o dia 10 de Julho, e com inauguração agendada para este sábado, às 10h00, o artista plástico venezuelano, filho de emigrantes portugueses, inspirou-se no livro de Paula Alcântara Carreira, intitulado ‘Henrique – As múltiplas vidas de um homem só, uma biografia possível do pintor Henrique Silva’, para retratar o passado e o presente daquele que considera ser ‘o eterno mestre dos inquietos’, captando-lhe “o olhar sincero e inquieto, e uma eterna incapacidade de resignação”.

PERCURSO DO MESTRE

Actualmente, com 88 anos de idade, Henrique Silva foi um dos impulsionadores das bienais de Cerveira, tendo sido director das Bienais de Cerveira entre 1995 e 2007.

Em Dezembro de 2013 foi nomeado vice-presidente da FBAC e coordenador cultural, tendo também assumido funções de director artístico da XVIII Bienal de Cerveira (2015).

Com uma vida dedicada às artes, Henrique Silva tem um vasto e meritório percurso artístico espalhado pelo mundo, assim como na partilha de conhecimentos e experiências na área da educação ao nível superior.

“A presente pintura mural ‘Homenagem ao Eterno Mestre dos Inquietos’ integra um projecto inédito em Portugal, consubstanciado na maior rede de residências artísticas que abrange os 24 municípios representados pelas três comunidades intermunicipais da região do Minho, numa estratégia concertada que se destina a reforçar a identidade cultural do Minho e, desta forma, a dinamizar o território do ponto de vista artístico e turístico. A candidatura lançada pelo consórcio Minho Inovação, sob a marca ‘Amar o Minho’, obteve o apoio do Norte 2020 e dos FEEI”, explica a autarquia.

Com esta inauguração, o município cerveirense “completa a trilogia de homenagem aos três fundadores da Bienal de Cerveira em espaços públicos”.

O primeiro trabalho artístico remonta a 2016, com o artista brasileiro Elton Hipólito a evocar o mestre José Rodrigues num mural, com oito metros, intitulado de “Lacunas da Memória”, a ocupar uma fachada do Cineteatro de Cerveira; e desde 2017, a fachada principal da Casa do Artista exalta o pintor Jaime Isidoro com uma intervenção artística da autoria de Ana Torrie, onde surge o pintor, acompanhado do seu gato de estimação.

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