A Comissão Política Concelhia do Chega de Vila Nova de Famalicão criticou a realização da marcha LGBTQIAP+ que decorreu no passado sábado na cidade, classificando este tipo de iniciativas como “mero exibicionismo” e acusando os movimentos associados de promoverem uma agenda política de “extrema-esquerda”.
Em comunicado divulgado após a realização da marcha, o partido liderado por André Ventura em Famalicão defende que o princípio da igualdade está consagrado na Constituição da República Portuguesa, destacando a existência de direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a adoção plena.
Segundo o Chega, “a igualdade perante a lei não pode ser utilizada como fundamento para exigir privilégios, tratamentos diferenciados ou a aceitação obrigatória de determinadas agendas políticas, culturais ou educativas”.
A estrutura concelhia do partido considera ainda que estas manifestações representam uma tentativa de “instrumentalização política” de causas relacionadas com a orientação sexual e a identidade de género, alegando que existe uma intenção de impor à sociedade posições ideológicas que “não representam todos os portugueses”.
“A vitimização serve para esconder os verdadeiros propósitos: a destruição da família enquanto base da sociedade e a defesa de políticas desajustadas e contrárias à vontade da maioria, como a imigração sem controlo”, refere o comunicado.
Apesar das críticas às marchas e aos movimentos LGBTQIAP+, o Chega de Vila Nova de Famalicão afirma defender “o respeito pela dignidade, pela liberdade e pela vida privada de todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual”.
O partido sustenta, contudo, que a discussão pública deve centrar-se na igualdade perante a lei e não na promoção de agendas que considera de natureza política ou cultural.
A marcha LGBTQIAP+ realizada em Famalicão no passado sábado integrou um movimento de reivindicação e visibilidade da comunidade LGBTQIAP+, promovendo a defesa da igualdade, do respeito pela diversidade e do combate à discriminação.



