BRAGA –  Coletes Amarelos concentram-se no Nó de Infias para exigir salário mínimo de 700 euros e menos impostos

BRAGA –
Coletes Amarelos concentram-se no Nó de Infias para exigir salário mínimo de 700 euros e menos impostos

Prometem fechar as estradas de Portugal na próxima sexta-feira e já têm milhares seguidores no grupo que criaram no Facebook. Em Braga o local escolhido para a concentração é o Nó de Infias, a parti das 06 horas.

Adoptaram o nome Movimento Coletes Amarelos Portugal que garantem ser apartidário e querem ser a voz da insatisfação contra “os variados problemas da actualidade” do país e garantem que estão dispostos “a protestar até que os mesmos sejam resolvidos”.

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A primeira divulgação do evento ‘Vamos Parar Portugal como Forma de Protesto’, com uma adesão de 40 mil utilizadores, terá sido apagado na rede social Facebook por ordem desconhecida.

No seu manifesto, o Movimento Coletes Amarelos Portugal já realçou que não tolera “qualquer tipo de violência, vandalismo ou danos” e que a sua principal intenção  é “dar voz aos portugueses de forma unânime e organizada”.

Na lista de reivindicações consta a redução de impostos, o aumento do salário mínimo em 100 euros e do subsídio de desemprego, bem como o corte nas reformas milionárias, a reforma para os políticos aos 66 anos, entre outras.

É ainda reinvindicada a redução de impostos, nomeadamente o fim do adicional do imposto sobre produtos petrolíferos e a redução para metade do IVA sobre combustíveis e gás natural. Em matéria fiscal, exigem ainda a redução do IVA/IRC e concessão de incentivos, fiscais e outros, para as micro e pequenas empresas poderem pagar, com a correspondente taxação às grandes empresas e multinacionais, com base na sua margem de lucro. E também  a redução das taxas sobre a eletricidade, com incidência sobre as taxas de áudio-visual e de emissão de dióxido de carbono;

As reivindicações dos Coletes Amarelos portugueses incidem ainda  no “aumento imediato da pensão mínima para  500 euros”, através, sugere, de cortes nas pensões douradas e de outras medidas como a redução do número de deputados na Assembleia da República e no combate à corrupção.  E exigem também “a reforma para os políticos aos 66 anos de idade como, aliás, o restante dos portugueses, atento à premissa que “política não é uma carreira”.

CORRUPÇÃO E SNS

No manifesto, o Movimento Coletes Amarelos Portugal reclama maiores esforços no combate à corrupção com “a adopção imediata de medidas visíveis e expressas no combate contra a corrupção no Governo, na administração pública (direta e indireta), nos serviços públicos (centrais e descentralizados), no sector empresarial (público e privado e sector bancário”.

Na lista de reivindicações pontua também  a reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que, diz este Movimento, “não consegue, actualmente, prestar um serviço de qualidade, uma vez que é completamente manipulado pelos lobbies da indústria farmacêutica e da clínica privada”.

E propõe ainda acabar com a especulação imobiliária que, frisa, “retira qualquer tipo de poder de compra ao comum cidadão”, sugerindo, nesta área, a reversão de imóveis penhorados pela banca a famílias com rendimentos abaixo dos dez mil euros por ano.