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Fátima, sempre foi, já é e será sempre mais (45). Os lugares e as pessoas são as verdadeiras fontes da verdade

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Nas últimas crónicas procurei sintetizar alguns relatos do “Milagre do Sol”, em Fátima do dia 13 de Outubro de 1917, vamos, agora, refletir um pouco sobre tudo o que foi presenciado, nesse dia, na Cova da Iria e testemunhado por crentes e não crentes, muitos que se encontravam lá para ridicularizar e maltratar os videntes, mas o milagre aconteceu e todos ficaram vislumbrados. O que Nossa Senhora prometeu foi cumprido e, praticamente, toda aquela multidão reconheceu o milagre.

É evidente que não podemos estranhar toda a descrença e as dúvidas da parte, mesmo da Igreja e da família, dos que ridicularizavam e não aceitavam a verdade vinda dos Pastorinhos até ao fenómeno do “Milagre do Sol” que veio trazer a luz da verdade a toda aquela multidão, mesmo aos anticlericais, alguns, ali presentes, ao serviço da maçonaria e de tantas outras ideologias antirreligiosas. 

Como é que se explica, à luz da razão, a profecia do milagre anunciado por Nossa Senhora que acedeu ao pedido da Lúcia na aparição do dia 13 de Julho? «… Em Outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão de ver para acreditar…»

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Como é que se pode chamar ilusão se muitos, no meio da multidão, viram o que não queriam ver, estando ali para detetar fraudes e para desmascarar superstições?

O Diretor do Observatório Astronómico de Lisboa Sr. Coronel Frederico Oom refere, no tempo, que a ciência não explica, de maneira alguma, os prodígios passados na Cova da Iria, não se inserindo em qualquer vertente dos fenómenos meteorológicos ou astronómicos conhecidos, sendo, para um cientista, puramente inacreditáveis. Segundo ele, se se tratasse de um facto astronómico teria de ser registado nos observatórios o que não se verificou, se fosse meteorológico devia corresponder às realidades científicas, previsto nos cânones da ciência, o que nada disso sucedeu.

A primeira parte do fenómeno poderia e poderá ser explicado de uma forma natural, pois, de vez em quando, pode ver-se à volta do sol ou da lua uma coroa ou um círculo das cores do arco-íris, como presenciaram, do Alto do Cabeço, em 1946 ou 1947, o Cónego José Galamba de Oliveira, o Dr Manuel Rocha, Leal Furtado… o aspeto do Sol semelhante à primeira parte relatada pelas testemunhas do fenómeno observado no dia 13 de Outubro de 1917, mas, segundo eles e tantos outros, as outras duas partes do acontecido são absolutamente inéditas «nos anais da História e da Ciência e estão fora e acima de qualquer explicação natural… semelhante espetáculo de raios vermelhos, amarelos e roxos, etc, que em rotação percorrem e varrem o céu não se podem explicar com nenhum dos fenómenos conhecidos. Nunca se viu no mundo um espetáculo assim.»

Como se pode explicar, de uma forma natural, o movimento colossal daquela roda de fogo e a descida do Sol que parecia cair sobre aquela multidão?

O Bispo de Leiria, Sua Ex.a Reverendíssima D. José Alves Correia da Silva, 13 anos após as Aparições, proclamou as Aparições de Fátima como obra da Providência Divina, sentenciando o seguinte: «O fenómeno solar de 13 de Outubro de 1917, descrito nos jornais da época, foi o mais maravilhoso e o que maior impressão causou aos que tiveram a felicidade de o presenciar. As crianças fixaram, com antecedência, o dia e a hora em que se havia de dar. Apesar da chuva torrencial, juntaram-se milhares e milhares de pessoas que presenciaram todas as manifestações do astro-rei, homenageando a Rainha do Céu e da Terra…

Este fenómeno, que nenhum observatório astronómico registou, e, portanto, não foi natural, foi presenciado por pessoas de todas as categorias e classes sociais, crentes e descrentes, jornalistas dos principais diários portugueses e até indivíduos a quilómetros de distância, o que destrói toda a explicação de ilusão coletiva.»

Trinta anos após as Aparições, a ciência veio dar razão às palavras do Bispo de Leiria “de uma maneira clara e inequívoca.”

 

Principal fonte destas crónicas: “Fátima Altar do Mundo”, 3 volumes, sob a direção literária do Dr. João Ameal da Academia Portuguesa da História; direção artística de Luís Reis Santos, historiador de arte e diretor do Museu Machado de Castro, Coimbra…

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