O primeiro-ministro Luís Montenegro afirmou este domingo esperar que a discussão em torno da reforma laboral decorra “com profundidade” na Assembleia da República, defendendo a necessidade de adaptar a legislação aos desafios económicos e sociais atuais.
Durante uma intervenção pública, o chefe do Governo considerou que as alterações à lei laboral não avançaram em sede de concertação social por razões que, disse, “não são do interesse dos trabalhadores”.
Luís Montenegro procurou afastar críticas de que a reforma possa representar uma perda de direitos laborais, assegurando que o objetivo do Executivo passa por encontrar soluções equilibradas para responder às exigências do mercado de trabalho contemporâneo.
“É preciso pôr a mão nos problemas e resolvê-los”, afirmou, acrescentando que o processo deve decorrer “com tranquilidade”.
“Ninguém quer estar a retirar direitos a ninguém”, sublinhou o primeiro-ministro.
O líder do Governo defendeu ainda que Portugal não pode enfrentar os desafios do século XXI recorrendo a “receitas do século XX”, reiterando a necessidade de aumentar os níveis de produtividade e competitividade da economia nacional.
Segundo Luís Montenegro, a modernização da legislação laboral deverá contribuir para melhorar a capacidade de adaptação das empresas e reforçar a competitividade do país, mantendo simultaneamente a proteção dos trabalhadores.
A reforma laboral deverá continuar a marcar o debate político nas próximas semanas, tanto no Parlamento como entre parceiros sociais, sindicatos e associações empresariais.



