O número de vítimas mortais provocadas pelo duplo sismo que atingiu a Venezuela subiu para 1.719, segundo o mais recente balanço das autoridades, agravando uma das maiores tragédias naturais registadas no país nas últimas décadas.
Além dos mortos, há registo de mais de 5.000 feridos e cerca de 15.000 pessoas desalojadas, enquanto prosseguem as operações de busca e salvamento nas zonas mais afetadas, onde continuam a existir edifícios colapsados e milhares de pessoas sem acesso às suas habitações.
Entre as vítimas mortais encontram-se também cidadãos portugueses e lusodescendentes. O balanço atualizado aponta para 56 mortos, mais três do que o número divulgado no domingo, que contabilizava 53 vítimas da comunidade portuguesa.
A situação mantém-se particularmente delicada devido à forte atividade sísmica registada desde o abalo principal. As autoridades contabilizaram já mais de 140 réplicas, algumas de intensidade significativa.
Ainda durante a manhã desta segunda-feira foi sentida uma nova réplica de magnitude 4,6 na escala de Richter, com epicentro a cerca de 40 quilómetros da capital e a uma profundidade de 10 quilómetros. O momento foi captado por uma equipa de reportagem que se encontrava junto de um edifício que tinha colapsado na sequência do sismo principal.
As autoridades mantêm os alertas para o risco de novas réplicas, apelando à população para evitar edifícios danificados e seguir as indicações dos serviços de proteção civil, numa altura em que prosseguem os trabalhos de assistência às vítimas e de avaliação dos danos provocados pelo desastre.



