O Governo alertou para a chegada de uma nova onda de calor considerada “muito preocupante”, admitindo a possibilidade de um impacto na mortalidade, à semelhança do que já tem vindo a ocorrer noutros países europeus afetados por temperaturas extremas.
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta segunda-feira que o fenómeno meteorológico em perspetiva poderá ter consequências significativas na saúde pública, sublinhando que os sistemas de monitorização nacionais já indicam risco acrescido.
“Quando existem ondas de calor com esta magnitude, o nosso indicador, o Ícaro, que mede a relação entre o aumento significativo de temperatura e o impacto potencial na mortalidade, naturalmente aponta para a possibilidade de impacto, tal como está a acontecer noutros países”, afirmou a governante.
Em declarações aos jornalistas em Matosinhos, no distrito do Porto, a ministra referiu o exemplo de países como a França, que têm sido recentemente afetados por episódios de calor extremo com efeitos na saúde pública.
Ana Paula Martins classificou a situação como “muito, muito preocupante”, ainda que tenha sublinhado que, na primeira onda de calor do verão, não se registaram impactos relevantes na mortalidade em Portugal.
O Ministério da Saúde encontra-se em articulação com a Proteção Civil, embora ainda não tenham sido detalhadas medidas adicionais específicas para esta nova vaga de calor. O Governo reforça, no entanto, o apelo à população para a adoção de comportamentos preventivos.
“Sigam as instruções dos seus médicos de família, dos enfermeiros e da Direção-Geral da Saúde. Estas recomendações têm sido fundamentais para a proteção das pessoas”, afirmou a ministra, salientando a importância da divulgação contínua de alertas através dos canais oficiais.
O apelo dirige-se em particular a grupos mais vulneráveis, como pessoas com doenças crónicas e população idosa. O Executivo garante que as Unidades Locais de Saúde já têm planos de contingência preparados para responder a um eventual aumento da procura.
“As equipas procuram encontrar soluções e evitar que as pessoas cheguem às urgências”, referiu Ana Paula Martins, acrescentando que será reforçada a articulação com lares de idosos e outras estruturas residenciais.
A governante reiterou ainda a preocupação com a evolução do fenómeno meteorológico, deixando o aviso de que novas ondas de calor poderão ocorrer ao longo do verão, exigindo vigilância contínua por parte das autoridades de saúde.



