O escritor Pedro Chagas Freitas concretizou esta semana a doação de material e de um cheque ao Hospital Pediátrico de Coimbra, gesto que descreveu como “um milagre” e “uma celebração da alegria que pode existir num hospital”. A entrega foi acompanhada por enfermeiros, médicos, pais e artistas, num momento que o autor quis partilhar como “uma lição de humanidade”.
O material doado será usado ainda esta semana pelas famílias das crianças hospitalizadas, anunciou o escritor nas suas redes sociais. “Espero que não seja durante muitos dias”, escreveu, referindo-se à sua própria passagem pelo hospital, que motivou a iniciativa.
Pedro Chagas Freitas destacou o ambiente vivido no evento, que juntou profissionais de saúde, leitores e amigos, e sublinhou a importância de tornar público este tipo de ações:
“Acredito que o bem, ainda mais nos dias de hoje, deve ser divulgado. Profusamente divulgado. Tudo o que inspire a fazer algo que ajude os outros deve ser conhecido, amplificado.”
Em resposta às críticas de quem defende que os gestos solidários devem ser anónimos, o escritor defendeu que a visibilidade do bem gera mais bem:
“Foram muitas as pessoas que me comunicaram que decidiram fazer doações às mais variadas instituições depois de terem conhecimento desta minha doação. O que é bom, o que faz o bem, é mesmo para ser visto. Porque inspira, porque emociona, porque nos faz mais capazes de ser pessoas.”
O autor de Prometo Falhar concluiu a publicação com um apelo à continuidade da empatia e da ação:
“Isto não foi, não é, solidariedade; é humanidade. O que obriga a olhar para o lado bom do que estamos todos aqui a fazer deve ser bem ruidoso: deve fazer barulho, ofuscar a maldade. Se fizeram o bem, não tenham vergonha de o expor; tenham orgulho. É dessa massa de pessoas que se faz o muro que nos protege.”
A doação reforça a relação de Pedro Chagas Freitas com o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde o escritor tem vindo a promover iniciativas de leitura e apoio às crianças internadas.



