Um grupo de cidadãos de Viana do Castelo lançou uma petição pública a exigir à autarquia a reposição da iluminação pública durante a madrugada, contestando a medida que mantém várias zonas da cidade sem luz entre as 03h00 e as 05h00.
Os promotores da iniciativa consideram que o corte parcial da iluminação pública compromete a segurança da população e aumenta os riscos associados à circulação pedonal e rodoviária durante a noite.
No texto da petição, os munícipes defendem que a ausência de iluminação facilita a criminalidade e agrava a sensação de insegurança nas ruas da cidade, sobretudo em áreas menos movimentadas.
Os autores alertam ainda para o impacto da medida em grupos considerados mais vulneráveis, como trabalhadores noturnos, idosos e jovens, sublinhando que estas pessoas ficam mais expostas a situações de risco durante o período de apagão.
Outro dos argumentos apresentados prende-se com a segurança rodoviária. Segundo os peticionários, a redução da visibilidade aumenta significativamente o perigo de atropelamentos e acidentes de viação, especialmente em zonas urbanas com fraca iluminação natural.
O movimento cívico considera que a iluminação pública constitui um serviço essencial e uma responsabilidade do município, defendendo que as medidas de eficiência energética não devem comprometer a segurança da população.
Embora reconheçam a necessidade de reduzir consumos energéticos, os cidadãos propõem alternativas ao desligamento total da iluminação, apontando soluções como sistemas de iluminação inteligente com redução de intensidade, gestão diferenciada por zonas e prioridade à iluminação de segurança em detrimento de elementos decorativos ou festivos.
Sob o lema “A segurança é um direito, a iluminação é um dever”, os promotores apelam agora à adesão da população à petição, com o objetivo de levar o tema à discussão no executivo municipal.
O movimento sustenta que a redução da iluminação pública não deve traduzir-se numa diminuição das condições de segurança e qualidade de vida da população.




