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Poiares Maduro diz que Rui Rio não pode aceitar “precedente” de eleições directas no PSD

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“Rui Rio não pode nem deve aceitar o desafio que lhe é feito ou abriria um precedente terrível para qualquer liderança, não apenas a sua”, disse esta segunda-feira o ex-ministro do governo de Passos Coelho Poiares Maduro, a propósito de pedido de realização de eleições directas no PSD feito por Luís Montenegro.

Em declarações a “O Vilaverdense/PressMinho”, explicou a sua posição: “Qualquer liderança viveria numa instabilidade permanente se tivesse que avançar para novas eleições internas sempre que a tal fosse desafiada por um militante, ainda que se trate de um militante destacado”.

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Uma posição que já fora tomada pelo eurodeputado José Manuel Fernandes.

Mas sublinha: “Claro que Luís Montenegro, e quem o apoia, tem legitimidade para criticar a direcção e fazer uso de qualquer instrumento estatutariamente previsto mas eu acho um erro fazê-lo neste momento, a poucos meses de eleições europeias e legislativas e perante um líder que ainda não teve oportunidade de ver a sua estratégia e programa sujeitos à apreciação dos portugueses”.

Poiares Maduro, que esteve sexta-feira em Braga numa assembleia distrital do PSD onde falou de descentralização, “acha que as energias do partido deveriam estar concentradas em apresentar ao país a alternativa que oferece à actual maioria”.

E prosseguindo, afirma: “Há um clima de conflito interno que não é útil ao partido e ao país e, como em todos os conflitos, ambos os lados têm responsabilidade. Quer quem alimente essa oposição interna, quer quem valorize mais o combate a essa oposição interna do que a oposição ao governo”.

E concluindo, diz: “Mas isto também pode oferecer uma oportunidade ao PSD. O foco mediático vais estar concentrado no PSD e o conselho que daria ao Rui Rio seria para usar esse foco e atenção para falar para o país sobre o que o PSD lhe tem a propor”.

DESCENTRALIZAÇÃO É UM FRACASSO

Noutro registo e explicitando o seu pensamento sobre as medidas de descentralização propostas pelo Governo, e que estão a ser rejeitadas pelos municípios da Comunidade Intermunicipal do Cávado (Braga, Barcelos, Vila Verde, Esposende, Amares e Terras de Bouro), defendeu que “o Governo fracassou no processo de descentralização não aproveitando a disponibilidade do PSD para se chegar a um consenso”.

“É pena! Acaba o mandato sem fazer uma única reforma”, lamenta o ex-governante.

Em sua opinião, o PSD “fez bem em disponibilizar-se para apoiar. As propostas actuais do Governo são inferiores do que as que estavam a ser implementadas em projectos-piloto na área da saúde e da educação”.

E critica: “Querem apenas passar para as autarquias a responsabilidade por equipamentos sem descentralizar grande parte das competências de gestão”.

Poiares Maduro adverte que “a lição a tirar é a de que, antes de se legislar sobre uma reforma de fundo, há que seguir um método novo: o de realizar projectos-piloto, devidamente testados, para se ver o que tem ou não aplicação, para depois os alargar a todo o território e a várias áreas de acção”.

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