O dstgroup, em parceria com a Associação Paisagem Periférica e com o apoio da Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Braga, promove, pelo segundo ano consecutivo, as Consultas Poéticas, “iniciativa que volta a aproximar a arte das pessoas em situação de sem-abrigo e vulnerabilidade social”.
Segundo a organização, as sessões decorrerão esta sexta-feira, dia 19 de dezembro, a partir das 09h00, no Centro de Alojamento Temporário da Cruz Vermelha em Braga, “replicando o formato íntimo, humano e transformador que marcou a edição anterior”.
“Em 2024, dezenas de pessoas em situação de sem-abrigo participaram nas Consultas Poéticas, descrevendo-as como uma experiência rara de escuta, valorização e presença. Para muitas, o momento foi vivido como um gesto de cuidado inesperado, uma oportunidade para serem ouvidas com atenção genuína e receberem, no final, uma “receita poética” personalizada”, refere um comunicado divulgado esta quinta-feira.
Este ano, o projeto regressa com o mesmo espírito: um encontro individual entre um artista-consultor e um participante, iniciado sempre com a pergunta “Como é que estás?”. Cada consulta é única e tem cerca de 25 minutos.
A partir desse diálogo íntimo, os artistas selecionam um poema, uma música, um gesto ou uma breve performance que responda simbolicamente ao que foi partilhado, entregando depois ao participante uma prescrição poética, escrita à mão.
A prescrição poética é uma resposta ao que for partilhado e pode ser apresentada em formato performativo. Cada receita é personalizada e escrita pelos artistas-consultores, para que possam levá-la e rever, sempre que quiserem. Não existe um catálogo de poemas para cada sintoma. A seleção da receita inspira-se em critérios emocionais.
A ação integra o programa internacional Noël Solidaire – Théâtre de la Ville, que mobiliza parceiros de vários países para levar consultas poéticas a espaços sociais.
Em Portugal, conta com um grupo de seis artistas constituído por: Ana Arqueiro, Luisa Maria da Conceição, Sabrina Rebelo, Nuno Pacheco, Ricardo Pinho e Victor Castro, numa experiência de um para um, fundada no tempo e na escuta ao outro, numa relação de abertura.



