OPINIÃO - Tempo de descanso desassossegado

OPINIÃO -
Tempo de descanso desassossegado

Estamos em pleno mês de agosto, o mês de férias para a maioria dos portugueses. Nesse contexto todos terão o seu merecido descanso, mas logo virá um mês de campanha eleitoral que culminará com as eleições legislativas no dia 6 de outubro próximo. É do nosso futuro que falamos.

Nesta fase são já conhecidas as propostas ou o programa eleitoral de alguns partidos.

O PSD tem as linhas gerais do seu programa bem definidas e um programa que resulta de uma construção participada por todos os que fizeram parte das diferentes secções temáticas do Conselho Estratégico Nacional, bem como por todos os cidadãos que quiseram dar o seu contributo através do fórum ou outros canais de comunicação. O objetivo foi “Juntar pessoas para debater e encontrar soluções para Portugal”. Pois,  porque “Primeiro Portugal”!

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Esta forma de organizar traduziu-se na mobilização de vários sectores da sociedade civil, militantes e simpatizantes, com uma aproximação feliz entre os decisores de políticas públicas e os portugueses que delas vão usufruir. Cada um sabe bem o que gostaria de ver alterado e constituiu problema na sua vida.  Esta forma, tranquila e construtiva de fazer política, permite que todos nos sintamos agentes de mudança e acreditemos que fazer melhor por Portugal é possível e desejável.

Precisamos de um governo dialogante e não arrogante, que faça as reformas necessárias mas aliviando desde já a elevada carga fiscal que o Partido Socialista e os seus (falsos) aliados nos impuseram, quer de forma clara, quer de forma disfarçada. E para além disso, esse aumento brutal da carga fiscal, o mais alto de sempre, foi acompanhado por piores serviços públicos. Não se admite que com uma necessidade imperiosa de aumentar a natalidade quer em Portugal, quer na Europa, os hospitais não reúnam condições para assistir as grávidas no seu parto, seja em agosto seja em que mês do ano for.

Com essa obsessão da aparência, de modo a alimentar sondagens, o governo foi fazendo equilibrismo entre números do deficit e a agenda, para dar nas vistas, da esquerda mais à esquerda.

Não é isso que os portugueses querem durante mais quatro anos.

Precisamos que os serviços públicos estejam à altura do que os portugueses merecem e que as decisões políticas não se façam apenas na gestão do quotidiano mas antes façam parte de um projeto sólido de médio e longo prazo. Não é um projeto para apenas ter o poder pelo poder. É um projeto para desenvolver o país de forma sustentável. Portugal Primeiro! Sempre!