O Tribunal de Braga condenou um homem, residente na freguesia de Cabanelas, concelho de Vila Verde, a cinco anos e sete meses de prisão efetiva por liderar uma rede de tráfico de estupefacientes que operava sobretudo no concelho vilaverdense.
No acórdão, datado de 01 de julho, o coletivo de juízes condenou ainda outros três arguidos, um homem e duas mulheres, pelo crime de tráfico de droga. As penas aplicadas variam entre os quatro anos e sete meses e os 14 meses de prisão, todas suspensas na sua execução, mediante o cumprimento de planos de reinserção social.
Além das penas de prisão, três dos arguidos foram ainda condenados ao pagamento de quantias entre 500 e 1.500 euros a uma instituição de inclusão e apoio social.
De acordo com a matéria dada como provada, o principal arguido dedicou-se, pelo menos desde 2022 e até julho de 2025, à venda lucrativa de cocaína, haxixe e canábis. A partir de 2024, passou a contar com a colaboração dos restantes arguidos na atividade criminosa.
O tribunal concluiu que o grupo abastecia diversos consumidores, sobretudo no concelho de Vila Verde, utilizando maioritariamente uma habitação situada em Cabanelas como base da operação.
As entregas da droga eram efetuadas recorrendo a uma viatura ligeira, enquanto os contactos com clientes e fornecedores eram estabelecidos por telefone e através de plataformas de mensagens e redes sociais, como o Facebook e o Instagram.
Segundo o acórdão, o principal arguido dedicava-se de forma continuada e exclusiva ao tráfico de droga, sendo responsável pela gestão da atividade ilícita, contando para isso com a colaboração de familiares e operando essencialmente a partir da residência onde vivia.
Na determinação da pena de prisão efetiva, o coletivo de juízes teve ainda em consideração os antecedentes criminais do arguido principal, que já havia sido condenado anteriormente pela prática de outros crimes.



