O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso comercial com a União Europeia, ao fixar um prazo até 4 de julho para que o bloco comunitário “cumpra o seu lado do negócio” e reduza as tarifas para zero, no âmbito de um acordo previamente estabelecido entre as duas partes.
Numa mensagem publicada na sua rede social, após uma chamada telefónica com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, Trump afirmou que, caso não haja cumprimento do entendimento, as tarifas norte-americanas sobre produtos europeus “vão disparar para níveis muito mais elevados”.
O chefe de Estado norte-americano justificou a posição alegando que a União Europeia terá falhado em cumprir compromissos assumidos no designado “acordo histórico” alcançado em Turnberry, na Escócia, que descreveu como “o maior acordo comercial de sempre”.
A decisão surge após semanas de pressão diplomática entre Washington e Bruxelas em torno das relações comerciais transatlânticas, num contexto de crescente tensão económica e política entre as duas margens do Atlântico.
Apesar do endurecimento da posição comercial, Trump sublinhou existir alinhamento entre os Estados Unidos e a União Europeia noutras matérias internacionais, em particular no que respeita ao Irão. O Presidente norte-americano afirmou que ambas as partes estão “completamente unidas” na posição de que “o Irão nunca poderá ter uma arma nuclear”.
Trump acrescentou ainda que “um regime que mata o seu próprio povo não pode controlar uma bomba que mata milhões”, referindo-se ao Governo iraniano, enquanto Washington aguarda uma resposta de Teerão a uma proposta recente de entendimento, esperada nos próximos dias.



