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Por Álvaro Santos

Após cerca de oito anos consecutivos a escrever neste espaço, chegou a hora de terminar, a meu pedido, esta minha colaboração regular com o jornal “O Vilaverdense”.

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Grato aos que durante estes oito anos me foram lendo, quero deixar-vos algumas observações sobre este período de escrita.

Oito anos, com quase cem crónicas, é muito tempo, muita reflexão e imagino que também muita saturação para quem lê regularmente este jornal. Daí ter entendido que este era o momento certo para deixar de colaborar num espaço que tanta satisfação me deu.

Tentei sempre que as minhas reflexões pessoais, sobre temas diversificados, o fossem feitas com total imparcialidade, frontalidade e rigor analítico.

Fui variando as temáticas abordadas consoante elas me pareciam, à data da escrita, mais adequadas ao momento. Umas vezes foi a agenda dos factos e noutras as minhas preocupações enquanto cidadão que determinaram as crónicas.

Embora tenha abordado questões globais, na maioria das vezes, tratando-se de um jornal local, optei por escrever sobre assuntos especificamente ligados a Vila Verde.

Para além do esforço continuado em observar a situação concelhia, também lancei muitas pistas de trabalho para os agentes políticos, fossem eles os que estão no poder ou na oposição.

Foi um prazer enorme poder, durante estes anos todos, partilhar com os leitores os meus pensamentos, as minhas preocupações e angústias e, em simultâneo, sugerir, de forma construtiva, alguns desafios aos diversos poderes instituídos.

Recebi várias interacções (mensagens, telefonemas, abordagens na conversa de café…), umas vezes em concordância com o que liam, outras discordando. Para mim, é da maior importância realçar que estas interacções foram sempre feitas com elevada correcção, mostrando que podemos ter opiniões diferentes sobre os assuntos e mantermos o respeito uns pelos outros.

Em nenhuma situação a direcção deste jornal me fez qualquer observação, ou qualquer insinuação, sobre o que eu escrevia. Claro que eu nunca aceitaria qualquer tentativa de interferência nas minhas crónicas, nem que ela fosse muito subtil, mas o facto é que tal nunca aconteceu. Tive sempre total liberdade de escrever sobre o que queria e nos termos que eu entendesse fazê-lo. Por prezar muito a liberdade de expressão e a diferença de opinião, em boa verdade porque prezo muito os valores fundamentais da democracia, tinha de deixar aqui este meu testemunho.

A concluir, desejo que 2022 seja um ano excelente para todos e que cada um de nós nunca perca a capacidade de intervir, à sua maneira, na construção de num mundo mais justo, mais equilibrado e mais sustentável.

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