Vila Verde acordou esta quinta-feira envolta num manto de tons dourados, acobreados e avermelhados. As folhas secas cobrem os passeios, a relva pinta-se de castanho e amarelo, e o centro da vila ganha o brilho discreto e melancólico que só o outono sabe trazer.
Nas ruas, o vento leve espalha as folhas caídas, formando desenhos irregulares sobre o empedrado. As árvores, agora mais despidas, mostram o ciclo natural da estação, num contraste bonito entre o que se vai e o que permanece.
O céu cinzento, sem rasgo de sol, reforça a atmosfera outonal. É um dia frio, nublado, de luz suave, em que o tempo parece abrandar. Há quem caminhe devagar pelas avenidas, de casaco apertado, observando a mudança da paisagem — um cenário simples, mas cheio de poesia.
Em Vila Verde, o outono instalou-se por completo. E, entre o silêncio e o cair das folhas, há um encanto sereno que transforma a vila num postal vivo da estação.










