O candidato do Chega à Câmara de Vila Verde, Filipe Melo, desafiou esta quinta-feira o cabeça de lista à Junta de Cabanelas, André Gomes, a retirar-se da lista do partido, depois de ter assumido publicamente que não apoiará Melo. “É um favor que nos faz”, assegura o também presidente da Distrital de Braga, em declarações ao jornal “O Vilaverdense”.
“Não queremos dar grande relevância a um jovem que demonstra claramente algum desequilíbrio, porventura algum problema de saúde mental, mas que respeitamos e que se precisar do nosso apoio enquanto pessoa para o ajudar e até recomendar um bom clínico, cá estaremos para fazer isto. Em relação à questão política, ainda é um miúdo, ainda é um jovem, ainda tem muito de crescer e que aprender e, de uma forma muito clara e objetiva, foi um favor que nos fez”, disse Filipe Melo, em reação à tomada de posição de André Gomes, que na última noite anunciou não apoiar candidatura do Chega à Câmara de Vila Verde.
“Eu não conhecia o candidato, confiei na escolha da concelhia, como sempre faço, e tudo corria bem até este ponto. A partir daqui, naturalmente, enquanto candidato e enquanto presidente da Distrital, tenho que intervir e com certeza que não tem a nossa confiança política, jamais. Aliás, eu faço um desafio público a esse senhor, a esse jovem: uma vez que apoia outra candidatura, passe no tribunal hoje ou amanhã, no limite, e retire o seu nome das listas do Chega”, acrescentou.
“SEM LEGITIMIDADE”
Segundo Filipe Melo, André Gomes “não tem legitimidade nenhuma para ser candidato pelo Chega quando apoia outros candidatos” na corrida à Câmara Municipal. “Nós não queremos ser apoiados por alguém que certamente ficou muito desagradado por termos feito um vídeo em frente à Junta de Freguesia de Cabanelas onde dissemos que as construções ilegais da comunidade cigana connosco no dia 13 de outubro acabam, o que estiver ilegal é para demolir, o tráfico de droga e o consumo de droga junto à igreja e ao cemitério vai acabar, os assaltos vão acabar e que os membros dessa comunidade que o fazem não vão passar impunes. Isso é no tempo da Dra. Júlia Fernandes, connosco vai ser diferente”, garantiu.
Filipe Melo assegurou que dentro do Chega “não se vive numa anarquia, vive-se numa democracia com regras”, “que estão estipuladas pelo presidente do partido, André Ventura, e pela Direção nacional e pelas Direções distritais”. “Não queremos o apoio de indivíduos que dizem, de manhã, que o Chega é o maior, que à tarde já é assim-assim e que à noite já não apoiam o Chega, mas antes o Fernando Silva, um independente que concorre com toda a legitimidade a eleições, mas que não vai ter mais do que 600/800 votos. Ele apostou no que ele entendeu melhor e nós agradecemos, porque não queremos gente dessa connosco”, concluiu o candidato à Câmara de Vila Verde e presidente da Distrital do Chega.



