Viagens de comboio podem custar até 26 vezes mais do que os voos – como mostra o exemplo mais extremo encontrado pela Greenpeace: de Barcelona a Londres custa apenas 14,99 libras (cerca de 17 euros) de avião, em comparação com 389 euros de comboio.
O custo ambiental é enorme, destaca a Greenpeace, explicando que os voos emitem, em média, cinco vezes mais CO2 por passageiro-quilómetro do que os comboios. Em comparação com ferrovias, que utilizam 100% de eletricidade renovável, o impacto pode ser 80 vezes pior.
Ainda assim, critica que as tarifas aéreas artificialmente baixas continuem a incentivar os passageiros a voar.
A Greenpeace admite terem existido melhorias desde 2023, data do primeiro estudo, mas refere que o sistema ainda funciona mal.
Assim, a Greenpeace afirma que, desde 2023, a proporção de rotas onde os comboios são predominantemente mais baratos aumentou 14 pontos percentuais graças a melhores conexões ferroviárias e à redução de ligações aéreas ultrabaratas via ‘hubs’ como Londres ou Dublin.
Os comboios noturnos, que oferecem uma alternativa ecológica para viagens de longa distância, costumam ser mais acessíveis do que os de alta velocidade, mas ainda não conseguem competir com as viagens aéreas altamente subsidiadas, lê-se no documento.
EXIGE TRANSPORTE FERROVIÁRIO ACESSÍVEL
Face a este cenário, a Greenpeace exige um transporte ferroviário acessível, acabando com a ilusão do preço das passagens aéreas e insta a UE e os governos nacionais a reformarem a política de transportes, eliminando os subsídios à aviação, introduzindo um sistema simplificado de bilhetagem ferroviária e investindo mais na infraestrutura ferroviária pública.
A organização também defende a introdução de “bilhetes climáticos” acessíveis – passes de tarifa fixa válidos para o transporte público nacional e transfronteiriço.
O estudo incluiu apenas rotas com distâncias inferiores a 1.500 km, que podem ser percorridas razoavelmente tanto por via ferroviária como aérea.



