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A finalizar o ano lectivo, mas já com os olhos no próximo

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A primeira constatação sobre o ano que finda é que o sistema não ruiu. Sobre o próximo é que ele está envolto numa grande dose de incerteza.

A “salvação” deste ano lectivo deve-se, em primeiro lugar, ao enorme esforço dos docentes, dos alunos e das famílias e, em segundo lugar, à colaboração entre o poder central, o poder local e as direcções das escolas e agrupamentos.

Foi um ano incaracterístico: a pandemia, seguida do confinamento e do consequente ensino a distância.

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Ainda há imenso trabalho a ser feito nas escolas, mas já há quem esteja a trabalhar no planeamento de 2020/2021.

Assim, estamos já numa fase de transição entre anos lectivos. É, pois, altura de se fazer um balanço que ajude a planear Setembro.

Mesmo que preliminares, talvez possamos adiantar algumas conclusões:

  1. docentes, alunos e famílias foram sujeitos a um imenso desgaste;
  2. nada substitui a relação professor/aluno;
  3. as desigualdades tornaram-se mais evidentes;
  4. os alunos mais desfavorecidos viram aumentar o fosso para os demais colegas;
  5. a importância da escola ficou mais clara para a sociedade;
  6. a imagem e o estatuto social dos educadores e professores saíram reforçados;
  7. as competências tecnológicas de todos os agentes educativos foram substancialmente aumentadas; 
  8. o ensino a distância apenas deve ser usado de forma supletiva;

Aproveite-se a experiência para salvar o que de bom se fez, para corrigir os erros cometidos e para atenuar os constrangimentos. 

No cenário de incerteza em que vivemos, desafio cada um dos leitores a ter de decidir sobre o funcionamento do próximo ano escolar. 

Muito difícil de decidir, certo?

O ideal seria retomarmos a normalidade PRÉ – COVID. No entanto, o mais plausível é depararmo-nos com o vírus a circular no país e a termos regiões a funcionar a diferentes velocidades. 

Os responsáveis do sistema educativo, quer seja ao nível central quer seja ao nível das escolas e dos agrupamentos, terão de idealizar diferentes respostas para diversos cenários possíveis.

As soluções terão de ser encontradas face ao contexto de cada momento, em cada local. É provável que venha a ser um ano de avanços e recuos em vários estabelecimentos de ensino, onde em algumas ocasiões poderá haver ensino presencial e noutras ensino a distância. Porventura, até um sistema misto.

O desafio é conjugar o aumento da autonomia dos decisores locais sem perder a unidade mínima nacional do sistema. É sermos capazes de ter um sistema com algumas balizas definidas centralmente, para não se perder a essência do currículo nacional, mas tão flexível quanto se consiga, com autonomia local suficiente, para que exista capacidade de reacção rápida, face às circunstâncias que surjam conjunturalmente em cada território educativo.

O desafio é grande mas estou certo que conseguiremos.

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