Uma frota com ajuda humanitária e ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e a líder do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, vai partir de Barcelona este domingo para tentar “quebrar o cerco ilegal de Gaza”, disseram os organizadores.
Os navios partirão da cidade portuária espanhola para “abrir um corredor humanitário e acabar com o genocídio em curso do povo palestiniano”, afirmou a Global Sumud Flotilla, não revelando ainda quantos navios seguirão nem a hora exata da partida.
A flotilha deverá chegar ao enclave costeiro devastado pela guerra em meados de setembro.
“Será a maior missão de solidariedade da história, já que tem mais gente e mais barcos do que todas as tentativas [de frotas] somadas até hoje para chegar a Gaza”, disse um dos porta-vozes da Global Sumud Flotilla, o ativista brasileiro Thiago Ávila, numa conferência de imprensa na semana passada.
Os organizadores afirmam que dezenas de outros navios deverão partir da Tunísia e de outros portos mediterrânicos a 4 de setembro.
Os ativistas também realizarão manifestações simultâneas e outros protestos em 44 países, “em solidariedade com o povo palestiniano”, escreveu Thunberg no Instagram.
Além da sueca, a frota incluirá ativistas de vários países, legisladores europeus e figuras públicas, como a ex-autarca de Barcelona, Ada Colau, a líder do Bloco de Esquerda português, Mariana Mortágua, ou a atriz norte-americana Susan Sarandon.
“Entendemos que esta é uma missão legal e ao abrigo do direito internacional, e entendemos que o Governo português (…) tem a obrigação moral, mas também legal, de usar todos os esforços e todos os instrumentos para garantir que estes barcos chegam em segurança e conseguem entregar ajuda humanitária em Gaza”, disse a deputada do BE aos jornalistas em Lisboa, na semana passada.
Já o Governo português esclareceu no sábado que não tem qualquer obrigação de acompanhar e proteger a flotilha. “É algo que me parece inusitado”, disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclarecendo que o Estado português “não tem nada que proteger, nem acompanhar” a missão humanitária.



