O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu esta segunda-feira a necessidade de uma “gestão inteligente da água”, assente no reforço da capacidade de armazenamento e na utilização eficiente dos recursos hídricos, de forma a responder às necessidades do país.
Em declarações aos jornalistas, à margem da reunião do Conselho de Ministros da Agricultura e Pescas da União Europeia, o governante sublinhou que a gestão da água deve servir vários setores estratégicos.
“Temos que fazer uma gestão inteligente da água com vários objetivos: um objetivo de consumo humano, um objetivo de agricultura, de indústria e de proteção civil”, afirmou.
José Manuel Fernandes considerou que Portugal deve aumentar a capacidade de retenção de água, evitando que uma parte significativa dos recursos hídricos seja perdida.
“Não podemos deixar fugir a água toda para o mar, temos de armazenar para depois a distribuir”, defendeu.
O ministro salientou, no entanto, que o primeiro passo passa pela utilização mais eficiente da água disponível, através da redução do desperdício.
“Há um outro investimento anterior a isso tudo, que é o da poupança. Nós temos de poupar, mas depois temos que agir, se necessário, com redes interligadas”, acrescentou.
As declarações surgem numa altura em que a gestão dos recursos hídricos continua a assumir particular relevância, perante os desafios colocados pelas alterações climáticas e pelos períodos de seca que têm afetado várias regiões do país.



